quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Poesia 3
Inevitável despedaçar-se às vezes.
Mas nem sempre é algo destrutivo.
Costumo deixar-me quebrar e depois, aos poucos,
reconstruo-me juntando meus próprios cacos,
pois ao refazer-me reinvento-me e descubro
novas possibilidades em mim mesma.
É da natureza o renascer cotidiano...
Posso me refazer e refazer mil vezes
enquanto em meu horizonte estiver
você...
...
Inspirado no belo texto de Nilson Barcelli... "O sonho de um segredo que não pesa." http://nimbypolis.blogspot.com.br/
sábado, 19 de maio de 2012
"Qual a visão cristã a respeito do suicídio? O que diz a Bíblia a respeito do suicídio?"
Resposta: A Bíblia menciona seis pessoas específicas que cometeram suicídio: Abimeleque (Juízes 9:54), Saul (1 Samuel 31:4), o escudeiro de Saul (1 Samuel 31:4-6), Aitofel (2 Samuel 17:23), Zinri (1 Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Cinco deles eram homens pecadores e perversos (não se sabe o suficiente sobre o escudeiro de Saul para fazer um julgamento a respeito de seu caráter). Alguns consideram Sansão um exemplo de suicídio (Juízes 16:26-31), mas o seu objetivo era matar os filisteus e não a si mesmo. A Bíblia enxerga o suicídio da mesma forma que assassinato, pois isso é exatamente o que é - auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como uma pessoa deva morrer.
De acordo com a Bíblia, o suicídio não é o que determina se uma pessoa ganha ou não acesso ao céu. Se um descrente cometer suicídio, ele não fez nada mais do que “acelerar” a sua jornada para o lago de fogo. Entretanto, no fim das contas, a pessoa que cometeu suicídio estará no inferno por ter rejeitado a salvação através de Cristo, não por ter cometido suicídio. O que a Bíblia diz sobre um cristão que comete suicídio? A Bíblia ensina que podemos ter a garantia da vida eterna a partir do momento em que verdadeiramente crermos em Cristo (João 3:16). Segundo a Bíblia, os cristãos podem saber que possuem a vida eterna sem qualquer dúvida (1 João 5:13). Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Se nenhuma "criatura" pode separar um cristão do amor de Deus, e até mesmo um cristão que comete suicídio é uma "coisa criada", então nem mesmo o suicídio pode separar um cristão do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados e se um cristão verdadeiro, em um momento de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio, esse pecado ainda seria coberto pelo sangue de Cristo.
O suicídio ainda é um grave pecado contra Deus. Segundo a Bíblia, o suicídio é assassinato; é sempre errado. Deve-se ter sérias dúvidas sobre a autenticidade da fé de qualquer pessoa que afirmava ser um cristão, mas mesmo assim cometeu suicídio. Não há nenhuma circunstância que possa justificar que alguém, especialmente um cristão, tire a sua vida própria. Os cristãos são chamados a viver suas vidas para Deus e a decisão de quando morrer pertence a Deus e somente a Ele. Embora não esteja descrevendo o suicídio, 1 Coríntios 3:15 é provavelmente uma boa descrição do que acontece com um Cristão que comete suicídio. "Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo."
Por que as pessoas se suicidam?
A palavra “suicídio” vem do Latim “sui” (si mesmo) e “caedere” (pronuncia-se chedere = matar). Não é difícil determinar o motivo básico que leva as pessoas a se matarem, basta perguntar: por que se mata alguém? Afinal, matar alguém é o mesmo que matar a si mesmo, em ambos os casos mata-se uma pessoa. Mata-se alguém, basicamente, quando não se aprecia esse alguém e deseja-se eliminá-lo da face da Terra. Igualmente, o suicida mata a si mesmo, basicamente, porque não gosta de si mesmo, não se aprecia, não tem autoestima.
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Por que as pessoas se suicidam?
Os números de casos de suicídios vem aumentando cada vez mais em todo o mundo. Veja abaixo algumas causas que levam as pessoas a cometer este ato, bem como algumas explicações religiosas
admin August 29, 2011 2 Comments »
Razões
A palavra “suicídio” vem do Latim “sui” (si mesmo) e “caedere” (pronuncia-se chedere = matar). Não é difícil determinar o motivo básico que leva as pessoas a se matarem, basta perguntar: por que se mata alguém? Afinal, matar alguém é o mesmo que matar a si mesmo, em ambos os casos mata-se uma pessoa. Mata-se alguém, basicamente, quando não se aprecia esse alguém e deseja-se eliminá-lo da face da Terra. Igualmente, o suicida mata a si mesmo, basicamente, porque não gosta de si mesmo, não se aprecia, não tem autoestima.
Os motivos secundários são diversos: depressão, esquizofrenia, alcoolismo, abuso de drogas, dificuldades financeiras ou emocionais etc. Mas, em todos estes casos, a base é a baixa autoestima. E a baixa autoestima confunde-se com a autopiedade, a autocompaixão, a pena de si mesmo. “Sou um desgraçado, nasci para sofrer, minha vida não vale nada, coitadinho de mim” – pensam os suicidas.
Segundo o espiritismo
De acordo com a doutrina espírita, o suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte. A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. No caso do suicídio não existe o desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula do alto de um edifício para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.
Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência e que ele continua vivo, pensando, sentindo e enxergando, bate um desespero e a loucura. Muitos suicidas passam pelo horror de sentir seus corpos apodrecendo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, o suicida é levado para um local chamado de “Vale dos Suicidas”. Não é preciso fazer muita força para imaginar como é um local com milhões de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno. Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele, por conta própria, consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com aquele lugar.
Bilhetes suicidas...esse mal acontece em varias idades e raças!!!
#
Sexo, Idade : F, 27
Cor : (descendente de orientais)
Meio : projétil de arma de fogo
Forma de mensagem : carta manuscrita a tinta azul
"A quem possa interessar:
Grande parte do que possuía foi vendida ou doada. O que resta, é minha vontade que seja entregue ao meu amigo João; o qual poderá dar a meus pertences o destino que lhe aprouver.
Nada deverá ser entregue a qualquer parente meu.
Quanto aos meus restos mortais, suplico encarecidamente; não o torturem com choros, rezas ou velas. É apenas a minha matéria e imploro que a deixem degradando-se em paz. A putrefação não é degradante. Se a humanidade permitisse que a natureza tomasse o seu curso, seria o renascimento da matéria.
Eu renasceria no vento que passa a murmurar, nas folhas que farfalham, no solo que abriga e alimenta milhares de seres vivos, na água que corre para o mar nas chuvas que regam os campos, no orvalho que cintila ao luar, nas grandes árvores que abrigam ninhos de passarinhos e que vergam a passagem dos ventos fortes, nos pequenos arbustos que escondem a caça do caçador...
Céus! Eu me vingaria se apenas uma de minhas partículas participasse do desabrochar de uma flor ou do canto de um pássaro. Romântico? Não! Foi o mundo, minha família, meu educador mas principalmente... foi o seio que aconchegou a criança que vinha lhe contar as suas tristezas, máguas, alegrias, pensamentos, e seus desejos íntimos... suas esperanças. A criança crescida quer voltar para lhe contar seus sofrimentos, desilusões, a morte de suas esperanças... para encontrar novamente o aconchego onde poderá descansar sua cabeça cansada e abatida e onde poderá, enfim, chorar as suas lágrimas que não encontram onde chorar.
Volto derrotada porque não fui capaz de viver, trabalhar e estudar não foram suficientes para mim. E foi tudo o que me restou. Prefiro morrer do que viver com a morte dentro de mim.
Perdoem-me ..., ..., ..., "
#
Sexo, Idade : F, 30
Cor : parda
Meio : enforcamento
Forma da mensagem : manuscrito a tinta esferográfica azul
Obs: deixou dois filhos
"Adeus para todos vocês
Angela"
Porque alguém tenta o suicídio?
Normalmente o suicídio é equacionado como forma de acabar com uma dor emocional insuportável causada por variadíssimos problemas. É frequentemente considerado como um grito de pedido de ajuda. Alguém que tenta o suicídio está tão aflito que é incapaz de ver que tem outras opções: podemos ajudar prevenindo uma tragédia se tentarmos entender como essa pessoa se sente e ajudá-la na procura de outras opções e soluções. Os suicidas sentem-se com frequência terrivelmente isolados; devido à sua angústia, não conseguem pensar em alguém que os ajude a ultrapassar este isolamento.
Na maioria dos casos quem tenta o suicídio escolheria outra forma de solucionar os seus problemas se não se encontrasse numa tal angústia que o incapacita de avaliar as suas opções objectivamente. A maioria das pessoas que opta pelo suicídio dá sinais de esperança de serem salvas, porque a sua intenção é parar a sua dor e não por termo à sua vida. A este facto dá-se o nome de ambivalência.
Actualizado em Quarta, 20 Maio 2009 16:25
Suicido 2
Tenho medo da minha própria sombra
Fecho os olhos para me refugiar dum mundo que não é o meu e entro num inferno de gritos que arde na minha cabeça
Não imploro por ajuda
Permaneço em silêncio
E obscureço-me
Esqueço-me que sou eu e passo a fazer parte do vazio que me rodeia
Tento ficar alerta e tudo o que ouço é o silêncio
Aos poucos o ruído dos passos de «alguém» que caminha pelo corredor aumenta
Esse «alguém» aproxima-se
Até que o sinto junto a mim
Abro os olhos e para meu espanto nada mais vejo do que o meu reflexo na alma de um ser que certamente terá o mesmo fim que eu
E sei que não estou sozinho
Jamais o estaremos"
Karl Goth
Publicado por Karl-Goth em ou
Suicídio!
Falar deste assunto é um tanto mórbido para mim (defensor da vida e de que podemos mudar situações ainda que nos pareçam um tanto complicadas), mas necessário hoje e sempre falar sobre o tema. Em 1 e meio de Bipolar Brasil eu perdi 7 amigos por conta de ato consumado! São estórias que acompanhei razoavelmente de perto, que alguns leitores (que são ligados ao bipolar brasil mais de perto, estiverem presente prestando solidariedade, antes, durante e depois de todas as situações). Tivemos ainda outras situações aqui em São Paulo (na minha cidade, onde houveram tentativas e ideações suicidas). Que por ora não culminaram em morte... Ainda bem! Pessoas, que estão hoje razoavelmente bem, inclusive uma delas, passou recentemente num concurso público e está se sentindo cada dia mais e mais preparada para os desafios que ainda estão por vir. Que bom!
"Cerca de um milhão de pessoas cometem o suicídio anualmente e, no Brasil, o coeficiente de mortalidade por suicídio (números de casos registrados para cada 100.000 habitantes, ao longo de 1 ano) é de 4,0¹. Segundo a revisão de Botega², cerca de 15% a 25% dos indivíduos que tentam o suicídio repetem a tentativa no ano seguinte, e 10% efetivamente conseguem se matam em um prazo de 10 anos".
Bem, esses dados acima são números de meados dos anos 2000. Certamente avançando aos dias de hoje (2010), certamente vamos encontrar números ainda maiores (infelizmente).
Enfim... não vou me alongar muito no tema (até porque se você digitar no google o tema "prevenção de suicídio" ou acessar www.cvv.org.br , você, encontrará materiais e recursos mais práticos e direcionados ao tema).
Boa sorte a todos nós, bipolares ou não,
Boa final de semana!
Will
Achei muito interessante por isso compartilhei!!""
Fontes:
1. Organização Mundial da Saúde. Relatório sobre a saúde no mundo 2001. Saúde Mental: nova concepção, nova esperança. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2001.
2. Botega NG. Suicídio e tentativa de suicídio. In: Lafer B, Almeida OP, Fraguas R, Miguel EC (eds). Depressão no ciclo da vida. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 157-65.
Leia mais e na fonte: Transtorno Afetivo Bipolar do Humor - Bipolar Brasil: Transtorno Bipolar do Humor - Prevenindo o SUICÍDIO!!! http://www.bipolarbrasil.net/2010/09/transtorno-bipolar-do-humor-prevenindo.html#ixzz1vLOSdRJS
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Transtorno Bipolar
Desculpe, pois permito me despir
deixo que saia de mim o momento presente
se tenho vontade de chorar
eu choro...
mas não quero não experimentar
sorrir...
Desculpe, se te pareço insana
sem rumo, sem sol e sem plano
mas sei muito bem o que quero
tenho tentado mudar...
esta forma de ser
espero que um dia eu consiga
chegar...
ao universo que parece que não construo
mas que todos os dias refaço
tentando fazer da nossa vida
uma parte ou mesmo um pedaço
dos sonhos que sonhei...
Desculpe, não tenho me medicado...
talvez por isto minha cabeça dói tanto
e já não é espanto
que eu tenha tantos sentimentos
extremistas...
preocupando com todos
e perdendo-me de mim...
mas agora eu sei
o que posso estar sofrendo...
ou é falta do "parlodel"...
ou é torre de Babel...
e ainda pode ser...
eu nem quero acreditar
ser transtorno bipolar...
Rita Reikki
POESIA 2
Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim não falte.
Clarice Lispector
#Já que sou,
O jeito é ser.
Clarice Lispector
#Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim. Vivo me perdendo de vista.
Clarice Lispector
#Mas não sou completa, não. Completa lembra realizada. Realizada é acabada.
Clarice Lispector
#Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis
Carlos Drummond de Andrade
POSIAS 1
Desabrocho em coragem, embora na vida diária continue tímida. Aliás sou tímida em determinados momentos, pois fora destes tenho apenas o recato que também faz parte de mim. Sou uma ousada-emcabulada: depois da grande ousadia é que me encabulo.
- Você conhece os seus maiores defeitos?
Os maiores não conto porque eu mesma me ofendo. Mas posso falar naqueles que mais prejudicam a minha vida. Por exemplo, a grande fome de tudo, de onde decorre uma impaciência insuportável que também me prejudica.
Clarice Lispector
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Quais outras doenças geralmente coexistem com o transtorno bipolar do humor?
O uso abusivo de drogas como álcool e outras drogas ilícitas (cocaína, crack) é muito frequente entre as pessoas nesta condição médica.
Estresse pós-traumático, fobia social, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, síndrome do pânico ou transtorno obsessivo compulsivo também podem ocorrer com mais frequência nestes pacientes.
Pessoas com transtorno bipolar tem um risco maior de apresentar doenças da tireoide, enxaquecas, doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outras doenças físicas.
As pessoas com transtorno bipolar devem monitorar sua saúde física e mental. Se um sintoma não melhora com o tratamento instituído, elas devem conversar com seu médico.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
SEU FILHO É BIPOLAR?
Não existem testes padronizados para transtorno bipolar, mas esta lista, adaptada do livro “The Bipolar Child”, pode ajudá-lo a reconhecer alguns sinais de alerta. Assinale os comportamentos que seu filho atualmente apresenta ou apresentou no passado. Se você assinalar mais de 20 itens, ele deveria ser examinado por um profissional da área.
Seu filho:
1- Fica aflito demais quando separado da família;
2- Demonstra ansiedade ou preocupação excessiva;
3- Tem dificuldade para levantar-se pela manhã;
4- Fica hiperativo e excitável à tarde;
5- Tem sono agitado ou dificuldade para conciliar o sono;
6- Tem terror noturno ou acorda muitas vezes no meio da noite;
7- Não consegue concentrar-se na escola;
8- Tem caligrafia pobre;
9- Tem dificuldade em organizar tarefas;
10- Tem dificuldade em fazer transições;
11- Reclama de sentir-se aborrecido;
12- Tem muitas ideias ao mesmo tempo;
13- É muito intuitivo ou muito criativo;
14- Distrai-se facilmente com estímulos externos;
15- Tem períodos em que fala excessiva e muito rapidamente;
16- É voluntarioso e recusa-se a ser subordinado;
17- Manifesta períodos de extrema hiperatividade;
18- Tem mudanças de humor bruscas e rápidas;
19- Tem estados de humor irritável;
20- Tem estados de humor vertiginosamente alegres ou tolos;
21- Tem ideias exageradas sobre si mesmo ou suas habilidades;
22- Exibe um comportamento sexual inapropriado;
23- Sente-se facilmente criticado ou rejeitado;
24- Tem pouca iniciativa;
25- Tem períodos de pouca energia, ou alheamento, ou se isola;
26- Tem períodos de dúvida sobre si mesmo ou de baixa estima;
27- Não tolera demoras ou atrasos;
28- Persegue obstinadamente suas próprias necessidades;
29- Discute com adultos ou é mandão;
30- Desafia ou se recusa a cumprir regras;
31- Culpa os outros por seus erros;
32- Enerva-se facilmente quando as pessoas impõem limites;
33- Mente para evitar as consequências de seus atos;
34- Tem acessos de raiva ou fúria explosivos e prolongados;
35- Tem destruído bens intencionalmente;
36- Insulta cruelmente com raiva;
37- Calmamente faz ameaças contra outros ou contra si mesmo;
38- Já fez claras ameaças de suicídio;
39- É fascinado por sangue ou coágulos;
40- Já viu ou ouviu alucinações.
POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO NA INFÂNCIA
Tratar crianças com transtorno bipolar não é fácil, mas, atualmente, pelo menos é possível. O primeiro passo, em geral, é prescrever medicamentos. Depois vem a psicoterapia individual, a terapia familiar e as mudanças no estilo de vida.
RECURSOS TERAPÊUTICOS
Lítio – O tradicional esteio, atenua os sintomas através da regulação dos neurotransmissores, mas não funciona para todas as pessoas.
Medicamentos anticonvulsivantes – Inicialmente usados no tratamento da epilepsia, esses medicamentos ajudam a controlar as crises de mania.
Antipsicóticos atípicos – Medicamentos utilizados para ajudar os esquizofrênicos a vencerem os delírios podem fazer o mesmo pelos bipolares.
Antidepressivos – Apresentam o risco de aumentar os ciclos do transtorno bipolar, mas seu uso pode ser necessário como parte da associação de medicamentos.
Estilo de vida – Rotinas como, por exemplo, a fixação dos horários de dormir e acordar, são fundamentais; o uso de cafeína deve ser restringido e os adolescentes devem evitar o uso de drogas e álcool.
Psicoterapia individual – Crianças precisam de aconselhamento para ajudá-las a equilibrar o sono, a alimentação, o trabalho e a diversão; precisam também falar sobre problemas em casa e resolver conflitos que possam desencadear as crises.
Terapia familiar – Os pais devem aprender quando ceder – isto é crucial no início do tratamento – e quando devem ser firmes. Contendas ou disputas familiares devem ser reduzidas ao mínimo. Os irmãos podem servir como olhos e ouvidos confiáveis para uma criança cujas percepções estão confusas.
Você disse que as crianças têm múltiplos episódios de depressão e excitação num único dia e que, nos adultos, a doença manifesta-se em ciclos bem mais longos. E na adolescência, o que acontece?
Valentim Gentil Fº – Na adolescência, o quadro clínico costuma surgir a partir dos 15 anos e tem características muito diferentes das que se observam na infância. O pico de incidência, porém, ocorre entre 18 e 25 anos.
É nesse período que, em geral, os jovens estão sob maior estresse, mais inseguros e indefinidos, violentamente bombardeados pelos hormônios. É também nesse período da vida que se expõem mais a comportamentos de risco, a sexualidade explode e as drogas o seduzem. É nesse período, portanto, que fatores ambientais, constitucionais e genéticos interagem favorecendo a eclosão do transtorno bipolar.
Nessa fase, o diagnóstico é mais fácil, porque se trata de um quadro descrito há 2.500 anos. É na infância que a dificuldade se acentua. A tendência é reprimir a criança, tentar educá-la à força ou atribuir a responsabilidade por seu comportamento inadequado aos pais, aos irmãos, à escola ou aos amigos. O caso se complica ainda mais porque não se tem certeza de que tais quadros de transtorno sejam biologicamente equivalentes, isto é, se o aparecimento na infância é simplesmente a manifestação precoce de uma patologia que iria acontecer mais tarde no adolescente ou no adulto, ou se é algo mais intrincado do ponto de vista neurofisiológico.
É importante observar que o transtorno de humor bipolar pode aparecer pela primeira vez em qualquer idade: na criança, no adolescente, no adulto ou no idoso. Nada impede que um indivíduo de 60 anos, muito criativo, energético, envolvido em grandes projetos e intensa atividade, de repente desencadeie o processo por um motivo qualquer. Isso aconteceu com personalidades famosas de nossa história que tiveram o quadro deflagrado, quando eram mais velhas, e só então descobriram que sua energia e dinamismo tinham pontos em comum com a predisposição para a doença. Em vista disso, independentemente da idade, quanto mais rápido ela for diagnosticada, menos irá interferir na estruturação da personalidade das crianças, no caráter do adolescente, nas relações profissionais e familiares do adulto e na imagem do indivíduo com mais idade.
Filhos de pessoas com transtorno bipolar apresentam possibilidade maior de desenvolver essa patologia?
Valentim Gentil Fº – Sabe-se, desde a Antiguidade, que a existência de um caso de transtorno bipolar numa família aumenta a possibilidade de que a enfermidade se manifeste em outros membros da mesma família. O desenvolvimento da genética permitiu analisar grande número de gêmeos nos quais a patologia torna-se mais evidente. Gêmeos idênticos, ou monozigóticos, possuem genoma absolutamente igual, mas apenas em 80% dos casos os dois irmãos apresentam quadros de euforia e depressão. Embora a porcentagem seja elevada, 20% não manifestam o problema. Cabe perguntar, então, se fatores extragenéticos interferem nesse resultado. Sim e não. Uma vez que ninguém expressa seu genoma completamente, pode-se deduzir que, apesar da carga genética idêntica, só num dos gêmeos ela encontrou as condições necessárias para o desenvolvimento da patologia que certamente depende da interação de tais fatores com o ambiente. Não se pode deixar de considerar também que, além da predisposição e vulnerabilidade geneticamente determinadas, certas situações contribuem para a eclosão ou precipitação do problema.
Como diferenciar momentos ruins de uma doença??
Valentim Gentil Fº – Em psiquiatria, os termos ainda não atingiram a especificidade necessária. Por exemplo, etimologicamente, a palavra euforia quer dizer humor normal, bom humor. Se o indivíduo está eufórico no carnaval, no dia do aniversário ou porque ganhou um prêmio ou um campeonato, isso nada tem de anormal nem de patológico. O que chama a atenção é a desproporção entre as circunstâncias e as reações, ou seja, o comportamento é desproporcional aos fatos ou inadequado ao ambiente. A pessoa está alegre e eufórica, quando nada ao redor justifica tais sentimentos. Como sua autocrítica está comprometida, age como se estivesse (e não está) sob o efeito do álcool ou de drogas. Seu pensamento fica acelerado e desorganiza-se de tal modo que os assuntos surgem em tumulto e é difícil acompanhar sua linha de raciocínio.
– Por que, nos anos 1980, a antiga psicose maníaco-depressiva passou a chamar-se transtorno bipolar?
Valentim Gentil Fº – Analisando separadamente os elementos que compõem esse nome, pode-se dizer que a palavra psicose carrega a conotação de estigma, isto é, de marca infamante, vergonhosa. Maníaco, por sua vez, é um termo técnico derivado do grego e significa loucura. De fato, na fase de hiperexcitabilidade, o indivíduo é o estereótipo do louco, já que suas atitudes destoam, e muito, do padrão normal de seu comportamento. Depressivo era o termo mais brando dos três e que menos impacto causava. Por isso, considerou-se que a expressão psicose maníaco-depressiva era pesada demais para designar uma doença que, de certa forma, não era tão terrível quanto o nome fazia supor. Na verdade, trata-se de um transtorno de humor que oscila entre o polo da euforia, da mania ou da hipomania, do qual faz parte esse comportamento excitado e desorganizado, e o polo da depressão, retomando a pessoa depois o equilíbrio sem grandes prejuízos comportamentais nem na integração das emoções e dos pensamentos.
De qualquer modo, a palavra psicose não era de todo descabida porque, durante a crise, algumas pessoas ficam realmente psicóticas, ou seja, apresentam uma afecção muito grave da psique com alucinações e delírios, o grau extremo desse transtorno de humor. A partir do momento, porém, em que essa afecção grave recebe tratamento eficaz e adequado, o quadro torna-se benigno a tal ponto que é possível conviver com pessoas portadoras de transtorno bipolar de humor sem identificar o problema.
A mudança de nomenclatura ocorreu, então, para diminuir o estigma e para estabelecer distinção entre esse tipo de transtorno e as depressões unipolares que nunca evoluem para a fase de euforia, de mania ou hipomania. Além disso, essa distinção foi importante para verificar se biologicamente as patologias eram diferentes e, portanto, exigiam condutas especiais de tratamento.
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Afinidades!
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos... Não importa o tempo, a ausência... As distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade o diálogo, a conversa, o afeto, retoma a relação no exato ponto em que foi interrompida. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Ter afinidade é raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar; irradia durante e permanece depois... O que você tem dificuldade de expressar a um não afim sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Nat ✿◠‿◠)✿
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Bipolar com medo de abandono
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Meu nome é Mili, tenho 24 anos. Minha doença explodiu quando eu tinha 20 anos. Eu tratava depressão e transtorno do pânico desde os 16 anos e não suportava mais a ausência do meu marido por conta de suas viagens a trabalho. Mas só fui diagnosticada com transtorno bipolar aos 21 anos, após passar por quatro especialistas e duas tentativas de suicídio (a primeira por conseqüência do desespero de ter que ficar sozinha).
Após ser diagnosticada tentei suicídio mais uma vez e desconhecendo a gravidade da doença conquistei meu maior desejo: ter um filho. Meu filho nasceu quando eu tinha 22 anos. Fiquei sem medicação durante a gestação e por incentivo de algumas pessoas consegui amamentá-lo até que ele completar um ano e quatro meses, quando não suportei mais minha falta de controle e por medo de machucá-lo.
Com a chegada do meu filho eu passei a acordar sem esforços todas as manhãs. Ele me dá forças, é por ele que eu vivo.
Mas hoje após tomar conhecimento da gravidade da doença, me questiono se não teria sido melhor ter evitado a gravidez, já que tenho certeza que em algum momento vou feri-lo física ou psicologicamente.
Atualmente minhas constantes crises depressivas são por me sentir culpada.
Meu filho é a melhor coisa que já me aconteceu. Tê-lo conhecido e acompanhar as suas descobertas a cada dia é maravilhoso. Tenho certeza de que sou uma ótima mãe. Meu filho é saudável e não gosta de ficar longe de mim. O que eu mais amo na minha vida é ser mãe. É ótimo poder cuidar do meu filho todos os dias e noites.
Mas é difícil não ter controle porque em alguns momentos perco a paciência e grito com ele. Gostaria de ser mãe novamente, mas estou pensando seriamente se eu tenho capacidade para isso.
Com relação ao meu marido, a convivência é um pouco complicada, ainda estamos juntos porque nos amamos.
Meu marido se queixa por eu nem sempre conseguir demonstrar carinho por ele. Ele é um marido maravilhoso, sempre me acompanha em minhas consultas e é bastante compreensivo, embora julgue que sou preguiçosa por não conseguir cuidar sempre da minha casa.
Eu sei que não é agradável viver em uma casa suja e eu não gosto disso, mas há dias em que não consigo sequer comer ou tomar banho. Nestes dias eu apenas concentro minhas forças para alimentar e tentar cuidar do meu filho.
Algumas pessoas da família se afastaram de mim por eu ser desagradável às vezes. Também já percebi que elas têm medo de mim, como se eu fosse louca. Isso me faz sofrer muito.
Meu maior medo é perder meu marido e meu filho. Eu os amo e não suportaria vê-los partir. Meu filho tem dois anos e sempre pergunta se estou bem. Ele não entende o que eu tenho, porém, já percebeu que sou diferente. Isso dói muito!
Por diversas vezes penso se não seria melhor desistir da minha vida pelo bem estar da minha família.
*Mantido o anonimato.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Transtorno bipolar do humor: diagnóstico e tratamento precoce melhoram qualidade de vida do paciente
Estima-se que de 1% a 3% da população mundial sofra de transtorno bipolar do humor (TBH), condição em que o paciente experimenta mudanças extremas de humor que variam de euforia a depressão. Um estudo publicado no periódico Journal of Pediatrics aponta que a ocorrência de TBH durante a infância é comum, porém de difícil diagnóstico e o tratamento tardio piora a qualidade de vida do paciente na idade adulta.
O estudo envolveu 480 adultos, com média de idade de 42 anos, que tiveram diagnóstico de TBH há pelo menos 20 anos. Por meio de entrevistas e questionários, os pesquisadores determinaram a idade aproximada do início dos sintomas maníacos ou depressivos e a idade do primeiro tratamento. Do total, foi possível identificar o início dos sintomas em 420 participantes.
Entre aqueles que tiveram o primeiro sintoma durante a infância (antes dos 13 anos), houve uma média de diferença de pelo menos 16 anos até o início do tratamento farmacológico. Estes pacientes, entre 22% e 28%, tiveram maior recorrência de depressão, mais mudanças extremas de humor em menos de um dia (ciclo ultradiano) e mais episódios maníaco-depressivos durante a vida. Eles também apresentaram maior risco para abuso de substâncias químicas, mais tentativas de suicídio, transtorno de ansiedade e maior resistência ao tratamento.
De acordo com os resultados, a maioria das crianças com TBH é diagnosticada com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou depressão, e recebe tratamento durante um longo período apenas com estimulantes ou antidepressivos, em vez da combinação de estabilizantes de humor e antipsicóticos atípicos, geralmente recomendados no tratamento de TBH.
“Estes resultados sugerem que o diagnóstico e tratamento precoce são essenciais para um tratamento eficaz e melhor qualidade de vida dos pacientes na idade adulta”, diz o autor do estudo, Russell Scheffer, da Escola Médica de Wisconsin, nos Estados Unidos. “O reconhecimento precoce pode afetar positivamente o curso do TBH”, finaliza.
Com informações da Elsevier Health Sciences.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.
Razoes que se desenvolvem a bipolaridade!
O Transtorno Bipolar é uma doença multifatorial. O que determina se um indivíduo terá ou não esta doença é principalmente a hereditariedade. Ou seja, existe uma predisposição biológica, geneticamente determinada, para apresentar o transtorno. Além disso, alguns fatores ambientais e psicológicos podem facilitar a manifestação das primeiras crises e são fatores importantes no desencadeamento de crises futuras. Entre estes fatores (chamados estressores) estão: a perda de alguém querido ou separações, mudanças importantes na vida (para melhor ou para pior), alteração do ritmo de sono (mudanças de fuso, trabalho noturno ou noites mal dormidas), uso de álcool e/ou drogas.
Relação BIPOLAR!
"Não amo mais você”.
"Não é mais essa relação sem graça que quero para minha vida”.
“Quero viver com mais emoção”.
“Vou embora”
Mensagem no celular: “Você faz falta.” Chega sem muita conversa e a noite é maravilhosa. Café da manhã compartilhado, e um olhar que diz sem precisar de palavras "com você me sinto tranqüilo”.
À noite, a TV assistida da cama é testemunha dos pés que se tocam. Outra noite. Tudo tão tranqüilo que no dia seguinte você deixa de existir: “Eu já disse que não te amo mais”.
E você cansada, toca a sua vida, quando escuta o sinal de outra mensagem no celular “sinto falta de você”. Mais uma noite a dois. No dia seguinte não há diferença entre a porta do quarto e a sua pessoa: “Mas eu já disse que não amo mais você”. Uma bandeja de café da manhã na cama. "Você é uma boa pessoa, mas não amo mais você".
Por meses você vive em cima de um “step”. Louca para descer. Parece acorrentada – um sobe e desce estressante, dói as pernas, o corpo e a alma. E o outro segue oscilando em uma loucura negada. “Eu estou ótimo. Apenas não te amo mais”. A boca que diz é a mesma que beija. "Já sei, você não me ama mais"
Te põe aqui, te põe lá, te joga longe e te trás pra perto, em um amor bipolar do qual você não pode reclamar, sob a pena de ouvir que "Você sabia que não era mais amada". A mão que dá tchau é a mesma que te toca. Palavras e atitudes em pontas opostas da mesma gangorra.
Esperar não é o mesmo que aceitar. Relacionamento normal precisa de cuidado. Quem não se cuida não pode cuidar do amor. Já percebeu que você também está se tornando um bipolar? Nessa dança ele dá o tom e você "ginga" no ritmo que ele quer – agora é rock, daqui a pouco é samba, depois é funk, e você lá, como marionete. De repente ele te deixa sozinho na pista:
“Não quero mais você como par!"
"Você não sabe dançar."
"Você pisa no meu pé!”
Mais uma vez ele te expulsa do salão. Um dia depois ele te puxa novamente para dançar. Agora é um tango, e você vai. Adoeceu junto com ele
Longe de você ele acredita que vai encontrar a felicidade que almeja. Porque bipolares são assim – procuram algo para justificar a infelicidade deles, a angústia deles, a má sorte deles. Se eles vão embora, é certo que se arrependerão. Se ficarem serão infelizes porque não foram embora. É um ciclo vicioso que maltrata todos os envolvidos. Há apenas dois caminhos – ou a doença é aceita e tratada, ou você enlouquece com ele. Ah! Tem sim mais outro caminho – você desiste e vai embora! Definitivamente.E não se esqueça, qualquer que seja a sua escolha, vá se tratar também. Até porque vai chegar o dia em que ele vai ao fundo do poço e vai procurar você mais uma vez. Ninguém sai ileso de uma relação bipolar.
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