sexta-feira, 30 de novembro de 2012
PROCURA SE!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
BOM LEMBRAR!
domingo, 7 de outubro de 2012
MENTIRAM PARA NÓS!
sábado, 6 de outubro de 2012
Transtorno bipolar: um problema que afeta os relacionamentos Leia mais: http://www.oqueeutenho.com.br/8268/transtorno-bipolar-um-problema-que-afeta-os-relacionamentos
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
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Amor e Paixão!!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
DECISÕES E INDECISÕES
Durante toda nossa vida precisamos tomar decisões. Importantes ou não, mas são decisões que sempre devem exigir nossa atenção e certa rapidez de atitudes.
Existem algumas que não devem ser adiadas, mas hesitamos, e acabamos perdendo certas oportunidades, deixando de fazer algumas coisas que deveríamos fazer.
A indecisão. Eis um dos maiores problemas que enfrentamos muitas vezes.
A indecisão em tomar certas atitudes sempre adia os resultados, daí a necessidade de sempre planejar as coisas de uma maneira adequada, para que tudo chegue a um bom termo, em tempo e hora.
Muitas vezes temos que tomar uma atitude definitiva com respeito a algum assunto importante, e ficamos protelando uma tomada de posição, seja por um pretexto, ou por outro.
Geralmente é por algum receio de que algo vá modificar nossa rotina de vida.
E como isso atrapalha nossa vida...
Aliás, esse é o problema que atrapalha muito as pessoas... adiarem as coisas. Amanhã eu começo o regime... amanhã eu vou pedir o aumento... amanhã eu vou isso ou aquilo. Amanhã eu faço aquele pedido de casamento... Amanhã eu marco aquele encontro... Amanhã passarei aquele e-mail encerrando definitivamente o assunto...E amanhã, outro amanhã é dito. E assim vai passando o tempo. E os amanhãs se sucedendo.
Agora, quando o problema é com a saúde é que a porca torce o rabo. Existem muitos exames que se transformaram em verdadeiros tabus e muitas vezes as pessoas, embora sentindo sintomas perigosos evitam a consulta ao médico.
Inventam mil pretextos, e o mais usado é o famoso “não tenho tempo”. Ora crianças, para a saúde sempre temos que ter tempo. Afinal, é nada mais menos do que a vida que está em risco.
Por vezes o que acontece é um certo medo de enfrentar as coisas de frente. Mas, medo de que? Quanto mais cedo tivermos um diagnóstico, mais chances teremos de cura.
O diagnóstico precoce é meio caminho andado. O tratamento adequado faz o resto.
O que falta em certas ocasiões, é alguém mais decidido por perto para forçar uma situação, dando o encorajamento necessário. Mas também parentes ou amigos ficam indecisos se devem ou não “forçar essa barra”, e a coisa vai se agravando, por causas de tantas indecisões.
Agora, quem vai “empurrando com a barriga” fugindo do médico, simplesmente vai “dando capim para a zebra”. Permite que a doença se agrave, limitando as possibilidades de cura, e o que poderia ser uma simples operação de rotina, transforma-se numa intervenção cirúrgica de alto risco.
Portanto amigos, toda e qualquer decisão, quando mais rapidamente for tomada possibilita uma melhor solução. No tocante à saúde, então, é primordial a rapidez nos cuidados, pois é simplesmente A VIDA que está em jogo
(Marcial Salaverry)
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Tristeza
quarta-feira, 18 de julho de 2012
O numero de bipolares aumentou!!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
FORÇA DE VONTADE
Uma pesquisa realizada por Carol Dweck, professora da Universidade de Stanford, EUA e autora do livro O Código da
Mente – Porque Algumas Fazem Sucesso e Outras Não (Ed. Fontana) mostrou que força de vontade não é só algo que você tem ou não tem. Ela precisa, sobretudo, de ajuda e estímulo. Segundo a professora, para alcançar um objetivo em curto prazo, (como por exemplo, entregar um relatório ou eventualmente acordar mais cedo) uma dose simples da velha e boa conhecida força de vontade já funciona. Mas, para cumprir um objetivo em longo prazo, como, emagrecer 10 quilos ou caminhar três vezes por semana, a pessoa depende, sobretudo, de ajuda ou estímulos. Com aplicação de testes de variados fundamentos, Carol descobriu que a força e vontade requer disciplina e habilidade. Entre outras palavras, a pessoa precisa de uma boa estratégia, que de certa forma alimente (e renove) sua força de vontade ao longo do tempo para cumprir determinado objetivo. Carol defende que o cérebro, ou especificamente a força de vontade, é como um músculo, que pode ser treinado, fortalecido e desenvolvido. Ela acredita que mesmo eventuais fracassos são como uma informação valiosa para essa atividade cerebral, ou uma espécie de correção de curso. A pesquisa revela verdades incontestáveis, pois a maior dificuldade do ser humano é lutar contra si próprio, contra hábitos arraigados e vencer a inércia que o imobiliza e o prende a zonas de conforto que impedem de atingir conquistas e melhorias em qualquer direcionamento da vida. Na verdade, a mente é nossa maior aliada ou o pior inimigo, depende da forma como decidimos contar com seu poder em nossa vida.
''amiga..que me cedeu a reportagem...''
domingo, 10 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Sintomas da bipolaridade podem começar na adolescência, afirma estudo
O número de adolescentes que têm experimentado manias obsessivas, uma característica marcante do transtorno bipolar, é próximo ao número de adultos estimados com o transtorno de humor, sugerindo que para muitas pessoas os sintomas começam durante a adolescência, de acordo com um estudo realizado nos EUA.
"O conhecimento tradicional tem sido de que a mania começa entre os 20 e 30 anos", afirmou Kathleen Merikangas Ries, autora principal do estudo e chefe do setor de epidemiologia genética no Instituto Nacional de Saúde Mental.
"Acho que o importante é que as pessoas reconheçam que a mania obsessiva ocorre em adolescentes."
A definição mais comum de distúrbio bipolar inclui ciclos alternados de obsessão e depressão, mas um tipo de diagnóstico de transtorno bipolar envolve apenas a mania obsessiva.
O estudo, publicado na revista Archives of General Psychiatry, envolveu mais de 10.000 adolescentes que passaram por longas entrevistas sobre seu humor e comportamento.
Os pesquisadores descobriram que 2,5% atendiam aos critérios de já terem apresentado mania e depressão, e 2,2% dos adolescentes tinham experimentado os sintomas nos últimos 12 meses.
Além disso, no ano anterior à pesquisa, 1,3% dos adolescentes tinham apenas mania e 5,7% tinham depressão.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, 2,6% dos adultos tiveram transtorno bipolar nos últimos 12 meses.
"Eu acho que os nossos dados sugerem que o transtorno bipolar é mais comum em adolescentes do que estudos anteriores haviam demonstrado," explicou Merikangas à Reuters Health.
Ela disse que a razão pode ser as questões utilizadas nas entrevistas, que foram um pouco mais amplas do que as das pesquisas anteriores, mas todos os adolescentes que são considerados com transtorno de humor no estudo apresentaram os critérios do manual de diagnóstico padrão de psiquiatria para o transtorno.
"Esse estudo confirma a impressão de que o início em adolescentes faz parte do panorama para este distúrbio, para muitos pacientes", disse Robert Finding, diretor da divisão de psiquiatria infantil e adolescente no Centro Médico do Hospital Universitário Case, em Cleveland, que não foi envolvido no estudo.
Especialistas disseram que os resultados do estudo não sugerem necessariamente que a taxa de sintomas bipolares em adolescentes está subindo, mas é mais provável que um número crescente de adolescentes que procuram tratamento para um problema psiquiátrico estão sendo diagnosticados com transtorno bipolar.
Hot N' Cold/Quente e Frio!
Quente e Frio
Você muda de idéia
Como uma garota troca de roupa
Sim, você tem TPM como uma vadia
Eu deveria saber.
E você sempre pensa,
Sempre fala enigmaticamente
Eu devia saber
Que você não era bom pra mim
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Você está errado quando está certo
É preto e é branco
Nós brigamos e terminamos
Nós nos beijamos e voltamos
(Você)
Você não quer realmente ficar, não
(Você)
Mas você também não quer ir, oh
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Nós costumávamos ser
Como gêmeos, na mesma sintonia
A mesma energia
Agora a bateria acabou
Costumávamos rir sem motivo
Agora você está sem graça
Eu devia saber
Que você não vai mudar
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Você está errado quando está certo
É preto e é branco
Nós brigamos e terminamos
Nós nos beijamos e voltamos
(Você)
Você não quer realmente ficar, não
(Você)
Mas você também não quer ir, oh
Você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Alguém chame um médico
Temos um caso de amor bipolar
Estou presa em uma montanha russa
E não consigo descer
Você muda de idéia
Como uma garota troca de roupas
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Você está errado quando está certo
É preto e é branco
Nós brigamos e terminamos
Nós nos beijamos e voltamos
Porque você é quente, depois é frio
Você é sim, depois é não
Você está dentro, depois está fora
Você está por cima, depois por baixo
Você está errado quando está certo
É preto e é branco
Nós brigamos e terminamos
Nós nos beijamos e voltamos
(Você)
Você não quer realmente ficar, não
(Você)
Mas você também não quer ir, oh
Você está quente, então você está com frio
Você é sim, então você não é
Você está dentro você está fora
Você está para baixo
Katy Perry
Hot N' Cold
Hot N' Cold
You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah, you PMS like a bitch
I would know
And you over think
Always speak cryptically
I should know
That you're no good for me
Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up
(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
We used to be
Just like twins, so in sync
The same energy
Now's a dead battery
Used to laugh about nothing
Now you're plain boring
I should know
That you're not gonna change
Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up
(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
Someone call the doctor
Got a case of a love bi-polar
Stuck on a roller coaster
Can't get off this ride
You change your mind
Like a girl changes clothes
Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white
We fight, we break up
We kiss, we make up
(You)
You don't really want to stay, no
(You)
But you don't really want to go
You're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
PEDIDO DE DESCULPAS!
DESCULPA GALERA ...MAS A MUDANÇA ..M,E DEIXOU FORA POR ALGUNS DIAS ...MAS RETORNO ESSA SEMANA COM MATERIAS ...SOBRE ...ESSE MAL QUE NOS AFLIGE....
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Poesia 3
Inevitável despedaçar-se às vezes.
Mas nem sempre é algo destrutivo.
Costumo deixar-me quebrar e depois, aos poucos,
reconstruo-me juntando meus próprios cacos,
pois ao refazer-me reinvento-me e descubro
novas possibilidades em mim mesma.
É da natureza o renascer cotidiano...
Posso me refazer e refazer mil vezes
enquanto em meu horizonte estiver
você...
...
Inspirado no belo texto de Nilson Barcelli... "O sonho de um segredo que não pesa." http://nimbypolis.blogspot.com.br/
sábado, 19 de maio de 2012
"Qual a visão cristã a respeito do suicídio? O que diz a Bíblia a respeito do suicídio?"
Resposta: A Bíblia menciona seis pessoas específicas que cometeram suicídio: Abimeleque (Juízes 9:54), Saul (1 Samuel 31:4), o escudeiro de Saul (1 Samuel 31:4-6), Aitofel (2 Samuel 17:23), Zinri (1 Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Cinco deles eram homens pecadores e perversos (não se sabe o suficiente sobre o escudeiro de Saul para fazer um julgamento a respeito de seu caráter). Alguns consideram Sansão um exemplo de suicídio (Juízes 16:26-31), mas o seu objetivo era matar os filisteus e não a si mesmo. A Bíblia enxerga o suicídio da mesma forma que assassinato, pois isso é exatamente o que é - auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como uma pessoa deva morrer.
De acordo com a Bíblia, o suicídio não é o que determina se uma pessoa ganha ou não acesso ao céu. Se um descrente cometer suicídio, ele não fez nada mais do que “acelerar” a sua jornada para o lago de fogo. Entretanto, no fim das contas, a pessoa que cometeu suicídio estará no inferno por ter rejeitado a salvação através de Cristo, não por ter cometido suicídio. O que a Bíblia diz sobre um cristão que comete suicídio? A Bíblia ensina que podemos ter a garantia da vida eterna a partir do momento em que verdadeiramente crermos em Cristo (João 3:16). Segundo a Bíblia, os cristãos podem saber que possuem a vida eterna sem qualquer dúvida (1 João 5:13). Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Se nenhuma "criatura" pode separar um cristão do amor de Deus, e até mesmo um cristão que comete suicídio é uma "coisa criada", então nem mesmo o suicídio pode separar um cristão do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados e se um cristão verdadeiro, em um momento de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio, esse pecado ainda seria coberto pelo sangue de Cristo.
O suicídio ainda é um grave pecado contra Deus. Segundo a Bíblia, o suicídio é assassinato; é sempre errado. Deve-se ter sérias dúvidas sobre a autenticidade da fé de qualquer pessoa que afirmava ser um cristão, mas mesmo assim cometeu suicídio. Não há nenhuma circunstância que possa justificar que alguém, especialmente um cristão, tire a sua vida própria. Os cristãos são chamados a viver suas vidas para Deus e a decisão de quando morrer pertence a Deus e somente a Ele. Embora não esteja descrevendo o suicídio, 1 Coríntios 3:15 é provavelmente uma boa descrição do que acontece com um Cristão que comete suicídio. "Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo."
Por que as pessoas se suicidam?
A palavra “suicídio” vem do Latim “sui” (si mesmo) e “caedere” (pronuncia-se chedere = matar). Não é difícil determinar o motivo básico que leva as pessoas a se matarem, basta perguntar: por que se mata alguém? Afinal, matar alguém é o mesmo que matar a si mesmo, em ambos os casos mata-se uma pessoa. Mata-se alguém, basicamente, quando não se aprecia esse alguém e deseja-se eliminá-lo da face da Terra. Igualmente, o suicida mata a si mesmo, basicamente, porque não gosta de si mesmo, não se aprecia, não tem autoestima.
Mundo Hoje > Mundo > Por que as pessoas se suicidam?
Por que as pessoas se suicidam?
Os números de casos de suicídios vem aumentando cada vez mais em todo o mundo. Veja abaixo algumas causas que levam as pessoas a cometer este ato, bem como algumas explicações religiosas
admin August 29, 2011 2 Comments »
Razões
A palavra “suicídio” vem do Latim “sui” (si mesmo) e “caedere” (pronuncia-se chedere = matar). Não é difícil determinar o motivo básico que leva as pessoas a se matarem, basta perguntar: por que se mata alguém? Afinal, matar alguém é o mesmo que matar a si mesmo, em ambos os casos mata-se uma pessoa. Mata-se alguém, basicamente, quando não se aprecia esse alguém e deseja-se eliminá-lo da face da Terra. Igualmente, o suicida mata a si mesmo, basicamente, porque não gosta de si mesmo, não se aprecia, não tem autoestima.
Os motivos secundários são diversos: depressão, esquizofrenia, alcoolismo, abuso de drogas, dificuldades financeiras ou emocionais etc. Mas, em todos estes casos, a base é a baixa autoestima. E a baixa autoestima confunde-se com a autopiedade, a autocompaixão, a pena de si mesmo. “Sou um desgraçado, nasci para sofrer, minha vida não vale nada, coitadinho de mim” – pensam os suicidas.
Segundo o espiritismo
De acordo com a doutrina espírita, o suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte. A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. No caso do suicídio não existe o desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula do alto de um edifício para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.
Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência e que ele continua vivo, pensando, sentindo e enxergando, bate um desespero e a loucura. Muitos suicidas passam pelo horror de sentir seus corpos apodrecendo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, o suicida é levado para um local chamado de “Vale dos Suicidas”. Não é preciso fazer muita força para imaginar como é um local com milhões de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno. Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele, por conta própria, consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com aquele lugar.
Bilhetes suicidas...esse mal acontece em varias idades e raças!!!
#
Sexo, Idade : F, 27
Cor : (descendente de orientais)
Meio : projétil de arma de fogo
Forma de mensagem : carta manuscrita a tinta azul
"A quem possa interessar:
Grande parte do que possuía foi vendida ou doada. O que resta, é minha vontade que seja entregue ao meu amigo João; o qual poderá dar a meus pertences o destino que lhe aprouver.
Nada deverá ser entregue a qualquer parente meu.
Quanto aos meus restos mortais, suplico encarecidamente; não o torturem com choros, rezas ou velas. É apenas a minha matéria e imploro que a deixem degradando-se em paz. A putrefação não é degradante. Se a humanidade permitisse que a natureza tomasse o seu curso, seria o renascimento da matéria.
Eu renasceria no vento que passa a murmurar, nas folhas que farfalham, no solo que abriga e alimenta milhares de seres vivos, na água que corre para o mar nas chuvas que regam os campos, no orvalho que cintila ao luar, nas grandes árvores que abrigam ninhos de passarinhos e que vergam a passagem dos ventos fortes, nos pequenos arbustos que escondem a caça do caçador...
Céus! Eu me vingaria se apenas uma de minhas partículas participasse do desabrochar de uma flor ou do canto de um pássaro. Romântico? Não! Foi o mundo, minha família, meu educador mas principalmente... foi o seio que aconchegou a criança que vinha lhe contar as suas tristezas, máguas, alegrias, pensamentos, e seus desejos íntimos... suas esperanças. A criança crescida quer voltar para lhe contar seus sofrimentos, desilusões, a morte de suas esperanças... para encontrar novamente o aconchego onde poderá descansar sua cabeça cansada e abatida e onde poderá, enfim, chorar as suas lágrimas que não encontram onde chorar.
Volto derrotada porque não fui capaz de viver, trabalhar e estudar não foram suficientes para mim. E foi tudo o que me restou. Prefiro morrer do que viver com a morte dentro de mim.
Perdoem-me ..., ..., ..., "
#
Sexo, Idade : F, 30
Cor : parda
Meio : enforcamento
Forma da mensagem : manuscrito a tinta esferográfica azul
Obs: deixou dois filhos
"Adeus para todos vocês
Angela"
Porque alguém tenta o suicídio?
Normalmente o suicídio é equacionado como forma de acabar com uma dor emocional insuportável causada por variadíssimos problemas. É frequentemente considerado como um grito de pedido de ajuda. Alguém que tenta o suicídio está tão aflito que é incapaz de ver que tem outras opções: podemos ajudar prevenindo uma tragédia se tentarmos entender como essa pessoa se sente e ajudá-la na procura de outras opções e soluções. Os suicidas sentem-se com frequência terrivelmente isolados; devido à sua angústia, não conseguem pensar em alguém que os ajude a ultrapassar este isolamento.
Na maioria dos casos quem tenta o suicídio escolheria outra forma de solucionar os seus problemas se não se encontrasse numa tal angústia que o incapacita de avaliar as suas opções objectivamente. A maioria das pessoas que opta pelo suicídio dá sinais de esperança de serem salvas, porque a sua intenção é parar a sua dor e não por termo à sua vida. A este facto dá-se o nome de ambivalência.
Actualizado em Quarta, 20 Maio 2009 16:25
Suicido 2
Tenho medo da minha própria sombra
Fecho os olhos para me refugiar dum mundo que não é o meu e entro num inferno de gritos que arde na minha cabeça
Não imploro por ajuda
Permaneço em silêncio
E obscureço-me
Esqueço-me que sou eu e passo a fazer parte do vazio que me rodeia
Tento ficar alerta e tudo o que ouço é o silêncio
Aos poucos o ruído dos passos de «alguém» que caminha pelo corredor aumenta
Esse «alguém» aproxima-se
Até que o sinto junto a mim
Abro os olhos e para meu espanto nada mais vejo do que o meu reflexo na alma de um ser que certamente terá o mesmo fim que eu
E sei que não estou sozinho
Jamais o estaremos"
Karl Goth
Publicado por Karl-Goth em ou
Suicídio!
Falar deste assunto é um tanto mórbido para mim (defensor da vida e de que podemos mudar situações ainda que nos pareçam um tanto complicadas), mas necessário hoje e sempre falar sobre o tema. Em 1 e meio de Bipolar Brasil eu perdi 7 amigos por conta de ato consumado! São estórias que acompanhei razoavelmente de perto, que alguns leitores (que são ligados ao bipolar brasil mais de perto, estiverem presente prestando solidariedade, antes, durante e depois de todas as situações). Tivemos ainda outras situações aqui em São Paulo (na minha cidade, onde houveram tentativas e ideações suicidas). Que por ora não culminaram em morte... Ainda bem! Pessoas, que estão hoje razoavelmente bem, inclusive uma delas, passou recentemente num concurso público e está se sentindo cada dia mais e mais preparada para os desafios que ainda estão por vir. Que bom!
"Cerca de um milhão de pessoas cometem o suicídio anualmente e, no Brasil, o coeficiente de mortalidade por suicídio (números de casos registrados para cada 100.000 habitantes, ao longo de 1 ano) é de 4,0¹. Segundo a revisão de Botega², cerca de 15% a 25% dos indivíduos que tentam o suicídio repetem a tentativa no ano seguinte, e 10% efetivamente conseguem se matam em um prazo de 10 anos".
Bem, esses dados acima são números de meados dos anos 2000. Certamente avançando aos dias de hoje (2010), certamente vamos encontrar números ainda maiores (infelizmente).
Enfim... não vou me alongar muito no tema (até porque se você digitar no google o tema "prevenção de suicídio" ou acessar www.cvv.org.br , você, encontrará materiais e recursos mais práticos e direcionados ao tema).
Boa sorte a todos nós, bipolares ou não,
Boa final de semana!
Will
Achei muito interessante por isso compartilhei!!""
Fontes:
1. Organização Mundial da Saúde. Relatório sobre a saúde no mundo 2001. Saúde Mental: nova concepção, nova esperança. Genebra: Organização Mundial da Saúde, 2001.
2. Botega NG. Suicídio e tentativa de suicídio. In: Lafer B, Almeida OP, Fraguas R, Miguel EC (eds). Depressão no ciclo da vida. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 157-65.
Leia mais e na fonte: Transtorno Afetivo Bipolar do Humor - Bipolar Brasil: Transtorno Bipolar do Humor - Prevenindo o SUICÍDIO!!! http://www.bipolarbrasil.net/2010/09/transtorno-bipolar-do-humor-prevenindo.html#ixzz1vLOSdRJS
Under Creative Commons License: Attribution No Derivatives
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Transtorno Bipolar
Desculpe, pois permito me despir
deixo que saia de mim o momento presente
se tenho vontade de chorar
eu choro...
mas não quero não experimentar
sorrir...
Desculpe, se te pareço insana
sem rumo, sem sol e sem plano
mas sei muito bem o que quero
tenho tentado mudar...
esta forma de ser
espero que um dia eu consiga
chegar...
ao universo que parece que não construo
mas que todos os dias refaço
tentando fazer da nossa vida
uma parte ou mesmo um pedaço
dos sonhos que sonhei...
Desculpe, não tenho me medicado...
talvez por isto minha cabeça dói tanto
e já não é espanto
que eu tenha tantos sentimentos
extremistas...
preocupando com todos
e perdendo-me de mim...
mas agora eu sei
o que posso estar sofrendo...
ou é falta do "parlodel"...
ou é torre de Babel...
e ainda pode ser...
eu nem quero acreditar
ser transtorno bipolar...
Rita Reikki
POESIA 2
Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim não falte.
Clarice Lispector
#Já que sou,
O jeito é ser.
Clarice Lispector
#Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim. Vivo me perdendo de vista.
Clarice Lispector
#Mas não sou completa, não. Completa lembra realizada. Realizada é acabada.
Clarice Lispector
#Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis
Carlos Drummond de Andrade
POSIAS 1
Desabrocho em coragem, embora na vida diária continue tímida. Aliás sou tímida em determinados momentos, pois fora destes tenho apenas o recato que também faz parte de mim. Sou uma ousada-emcabulada: depois da grande ousadia é que me encabulo.
- Você conhece os seus maiores defeitos?
Os maiores não conto porque eu mesma me ofendo. Mas posso falar naqueles que mais prejudicam a minha vida. Por exemplo, a grande fome de tudo, de onde decorre uma impaciência insuportável que também me prejudica.
Clarice Lispector
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Quais outras doenças geralmente coexistem com o transtorno bipolar do humor?
O uso abusivo de drogas como álcool e outras drogas ilícitas (cocaína, crack) é muito frequente entre as pessoas nesta condição médica.
Estresse pós-traumático, fobia social, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, síndrome do pânico ou transtorno obsessivo compulsivo também podem ocorrer com mais frequência nestes pacientes.
Pessoas com transtorno bipolar tem um risco maior de apresentar doenças da tireoide, enxaquecas, doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outras doenças físicas.
As pessoas com transtorno bipolar devem monitorar sua saúde física e mental. Se um sintoma não melhora com o tratamento instituído, elas devem conversar com seu médico.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
SEU FILHO É BIPOLAR?
Não existem testes padronizados para transtorno bipolar, mas esta lista, adaptada do livro “The Bipolar Child”, pode ajudá-lo a reconhecer alguns sinais de alerta. Assinale os comportamentos que seu filho atualmente apresenta ou apresentou no passado. Se você assinalar mais de 20 itens, ele deveria ser examinado por um profissional da área.
Seu filho:
1- Fica aflito demais quando separado da família;
2- Demonstra ansiedade ou preocupação excessiva;
3- Tem dificuldade para levantar-se pela manhã;
4- Fica hiperativo e excitável à tarde;
5- Tem sono agitado ou dificuldade para conciliar o sono;
6- Tem terror noturno ou acorda muitas vezes no meio da noite;
7- Não consegue concentrar-se na escola;
8- Tem caligrafia pobre;
9- Tem dificuldade em organizar tarefas;
10- Tem dificuldade em fazer transições;
11- Reclama de sentir-se aborrecido;
12- Tem muitas ideias ao mesmo tempo;
13- É muito intuitivo ou muito criativo;
14- Distrai-se facilmente com estímulos externos;
15- Tem períodos em que fala excessiva e muito rapidamente;
16- É voluntarioso e recusa-se a ser subordinado;
17- Manifesta períodos de extrema hiperatividade;
18- Tem mudanças de humor bruscas e rápidas;
19- Tem estados de humor irritável;
20- Tem estados de humor vertiginosamente alegres ou tolos;
21- Tem ideias exageradas sobre si mesmo ou suas habilidades;
22- Exibe um comportamento sexual inapropriado;
23- Sente-se facilmente criticado ou rejeitado;
24- Tem pouca iniciativa;
25- Tem períodos de pouca energia, ou alheamento, ou se isola;
26- Tem períodos de dúvida sobre si mesmo ou de baixa estima;
27- Não tolera demoras ou atrasos;
28- Persegue obstinadamente suas próprias necessidades;
29- Discute com adultos ou é mandão;
30- Desafia ou se recusa a cumprir regras;
31- Culpa os outros por seus erros;
32- Enerva-se facilmente quando as pessoas impõem limites;
33- Mente para evitar as consequências de seus atos;
34- Tem acessos de raiva ou fúria explosivos e prolongados;
35- Tem destruído bens intencionalmente;
36- Insulta cruelmente com raiva;
37- Calmamente faz ameaças contra outros ou contra si mesmo;
38- Já fez claras ameaças de suicídio;
39- É fascinado por sangue ou coágulos;
40- Já viu ou ouviu alucinações.
POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO NA INFÂNCIA
Tratar crianças com transtorno bipolar não é fácil, mas, atualmente, pelo menos é possível. O primeiro passo, em geral, é prescrever medicamentos. Depois vem a psicoterapia individual, a terapia familiar e as mudanças no estilo de vida.
RECURSOS TERAPÊUTICOS
Lítio – O tradicional esteio, atenua os sintomas através da regulação dos neurotransmissores, mas não funciona para todas as pessoas.
Medicamentos anticonvulsivantes – Inicialmente usados no tratamento da epilepsia, esses medicamentos ajudam a controlar as crises de mania.
Antipsicóticos atípicos – Medicamentos utilizados para ajudar os esquizofrênicos a vencerem os delírios podem fazer o mesmo pelos bipolares.
Antidepressivos – Apresentam o risco de aumentar os ciclos do transtorno bipolar, mas seu uso pode ser necessário como parte da associação de medicamentos.
Estilo de vida – Rotinas como, por exemplo, a fixação dos horários de dormir e acordar, são fundamentais; o uso de cafeína deve ser restringido e os adolescentes devem evitar o uso de drogas e álcool.
Psicoterapia individual – Crianças precisam de aconselhamento para ajudá-las a equilibrar o sono, a alimentação, o trabalho e a diversão; precisam também falar sobre problemas em casa e resolver conflitos que possam desencadear as crises.
Terapia familiar – Os pais devem aprender quando ceder – isto é crucial no início do tratamento – e quando devem ser firmes. Contendas ou disputas familiares devem ser reduzidas ao mínimo. Os irmãos podem servir como olhos e ouvidos confiáveis para uma criança cujas percepções estão confusas.
Você disse que as crianças têm múltiplos episódios de depressão e excitação num único dia e que, nos adultos, a doença manifesta-se em ciclos bem mais longos. E na adolescência, o que acontece?
Valentim Gentil Fº – Na adolescência, o quadro clínico costuma surgir a partir dos 15 anos e tem características muito diferentes das que se observam na infância. O pico de incidência, porém, ocorre entre 18 e 25 anos.
É nesse período que, em geral, os jovens estão sob maior estresse, mais inseguros e indefinidos, violentamente bombardeados pelos hormônios. É também nesse período da vida que se expõem mais a comportamentos de risco, a sexualidade explode e as drogas o seduzem. É nesse período, portanto, que fatores ambientais, constitucionais e genéticos interagem favorecendo a eclosão do transtorno bipolar.
Nessa fase, o diagnóstico é mais fácil, porque se trata de um quadro descrito há 2.500 anos. É na infância que a dificuldade se acentua. A tendência é reprimir a criança, tentar educá-la à força ou atribuir a responsabilidade por seu comportamento inadequado aos pais, aos irmãos, à escola ou aos amigos. O caso se complica ainda mais porque não se tem certeza de que tais quadros de transtorno sejam biologicamente equivalentes, isto é, se o aparecimento na infância é simplesmente a manifestação precoce de uma patologia que iria acontecer mais tarde no adolescente ou no adulto, ou se é algo mais intrincado do ponto de vista neurofisiológico.
É importante observar que o transtorno de humor bipolar pode aparecer pela primeira vez em qualquer idade: na criança, no adolescente, no adulto ou no idoso. Nada impede que um indivíduo de 60 anos, muito criativo, energético, envolvido em grandes projetos e intensa atividade, de repente desencadeie o processo por um motivo qualquer. Isso aconteceu com personalidades famosas de nossa história que tiveram o quadro deflagrado, quando eram mais velhas, e só então descobriram que sua energia e dinamismo tinham pontos em comum com a predisposição para a doença. Em vista disso, independentemente da idade, quanto mais rápido ela for diagnosticada, menos irá interferir na estruturação da personalidade das crianças, no caráter do adolescente, nas relações profissionais e familiares do adulto e na imagem do indivíduo com mais idade.
Filhos de pessoas com transtorno bipolar apresentam possibilidade maior de desenvolver essa patologia?
Valentim Gentil Fº – Sabe-se, desde a Antiguidade, que a existência de um caso de transtorno bipolar numa família aumenta a possibilidade de que a enfermidade se manifeste em outros membros da mesma família. O desenvolvimento da genética permitiu analisar grande número de gêmeos nos quais a patologia torna-se mais evidente. Gêmeos idênticos, ou monozigóticos, possuem genoma absolutamente igual, mas apenas em 80% dos casos os dois irmãos apresentam quadros de euforia e depressão. Embora a porcentagem seja elevada, 20% não manifestam o problema. Cabe perguntar, então, se fatores extragenéticos interferem nesse resultado. Sim e não. Uma vez que ninguém expressa seu genoma completamente, pode-se deduzir que, apesar da carga genética idêntica, só num dos gêmeos ela encontrou as condições necessárias para o desenvolvimento da patologia que certamente depende da interação de tais fatores com o ambiente. Não se pode deixar de considerar também que, além da predisposição e vulnerabilidade geneticamente determinadas, certas situações contribuem para a eclosão ou precipitação do problema.
Como diferenciar momentos ruins de uma doença??
Valentim Gentil Fº – Em psiquiatria, os termos ainda não atingiram a especificidade necessária. Por exemplo, etimologicamente, a palavra euforia quer dizer humor normal, bom humor. Se o indivíduo está eufórico no carnaval, no dia do aniversário ou porque ganhou um prêmio ou um campeonato, isso nada tem de anormal nem de patológico. O que chama a atenção é a desproporção entre as circunstâncias e as reações, ou seja, o comportamento é desproporcional aos fatos ou inadequado ao ambiente. A pessoa está alegre e eufórica, quando nada ao redor justifica tais sentimentos. Como sua autocrítica está comprometida, age como se estivesse (e não está) sob o efeito do álcool ou de drogas. Seu pensamento fica acelerado e desorganiza-se de tal modo que os assuntos surgem em tumulto e é difícil acompanhar sua linha de raciocínio.
– Por que, nos anos 1980, a antiga psicose maníaco-depressiva passou a chamar-se transtorno bipolar?
Valentim Gentil Fº – Analisando separadamente os elementos que compõem esse nome, pode-se dizer que a palavra psicose carrega a conotação de estigma, isto é, de marca infamante, vergonhosa. Maníaco, por sua vez, é um termo técnico derivado do grego e significa loucura. De fato, na fase de hiperexcitabilidade, o indivíduo é o estereótipo do louco, já que suas atitudes destoam, e muito, do padrão normal de seu comportamento. Depressivo era o termo mais brando dos três e que menos impacto causava. Por isso, considerou-se que a expressão psicose maníaco-depressiva era pesada demais para designar uma doença que, de certa forma, não era tão terrível quanto o nome fazia supor. Na verdade, trata-se de um transtorno de humor que oscila entre o polo da euforia, da mania ou da hipomania, do qual faz parte esse comportamento excitado e desorganizado, e o polo da depressão, retomando a pessoa depois o equilíbrio sem grandes prejuízos comportamentais nem na integração das emoções e dos pensamentos.
De qualquer modo, a palavra psicose não era de todo descabida porque, durante a crise, algumas pessoas ficam realmente psicóticas, ou seja, apresentam uma afecção muito grave da psique com alucinações e delírios, o grau extremo desse transtorno de humor. A partir do momento, porém, em que essa afecção grave recebe tratamento eficaz e adequado, o quadro torna-se benigno a tal ponto que é possível conviver com pessoas portadoras de transtorno bipolar de humor sem identificar o problema.
A mudança de nomenclatura ocorreu, então, para diminuir o estigma e para estabelecer distinção entre esse tipo de transtorno e as depressões unipolares que nunca evoluem para a fase de euforia, de mania ou hipomania. Além disso, essa distinção foi importante para verificar se biologicamente as patologias eram diferentes e, portanto, exigiam condutas especiais de tratamento.
domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Afinidades!
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos... Não importa o tempo, a ausência... As distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade o diálogo, a conversa, o afeto, retoma a relação no exato ponto em que foi interrompida. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Ter afinidade é raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar; irradia durante e permanece depois... O que você tem dificuldade de expressar a um não afim sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Nat ✿◠‿◠)✿
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Bipolar com medo de abandono
Leia mais e na fonte: http://www.bipolarbrasil.net/2012/04/bipolar-com-medo-de-abandono.html#ixzz1tkydFVoS
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
Meu nome é Mili, tenho 24 anos. Minha doença explodiu quando eu tinha 20 anos. Eu tratava depressão e transtorno do pânico desde os 16 anos e não suportava mais a ausência do meu marido por conta de suas viagens a trabalho. Mas só fui diagnosticada com transtorno bipolar aos 21 anos, após passar por quatro especialistas e duas tentativas de suicídio (a primeira por conseqüência do desespero de ter que ficar sozinha).
Após ser diagnosticada tentei suicídio mais uma vez e desconhecendo a gravidade da doença conquistei meu maior desejo: ter um filho. Meu filho nasceu quando eu tinha 22 anos. Fiquei sem medicação durante a gestação e por incentivo de algumas pessoas consegui amamentá-lo até que ele completar um ano e quatro meses, quando não suportei mais minha falta de controle e por medo de machucá-lo.
Com a chegada do meu filho eu passei a acordar sem esforços todas as manhãs. Ele me dá forças, é por ele que eu vivo.
Mas hoje após tomar conhecimento da gravidade da doença, me questiono se não teria sido melhor ter evitado a gravidez, já que tenho certeza que em algum momento vou feri-lo física ou psicologicamente.
Atualmente minhas constantes crises depressivas são por me sentir culpada.
Meu filho é a melhor coisa que já me aconteceu. Tê-lo conhecido e acompanhar as suas descobertas a cada dia é maravilhoso. Tenho certeza de que sou uma ótima mãe. Meu filho é saudável e não gosta de ficar longe de mim. O que eu mais amo na minha vida é ser mãe. É ótimo poder cuidar do meu filho todos os dias e noites.
Mas é difícil não ter controle porque em alguns momentos perco a paciência e grito com ele. Gostaria de ser mãe novamente, mas estou pensando seriamente se eu tenho capacidade para isso.
Com relação ao meu marido, a convivência é um pouco complicada, ainda estamos juntos porque nos amamos.
Meu marido se queixa por eu nem sempre conseguir demonstrar carinho por ele. Ele é um marido maravilhoso, sempre me acompanha em minhas consultas e é bastante compreensivo, embora julgue que sou preguiçosa por não conseguir cuidar sempre da minha casa.
Eu sei que não é agradável viver em uma casa suja e eu não gosto disso, mas há dias em que não consigo sequer comer ou tomar banho. Nestes dias eu apenas concentro minhas forças para alimentar e tentar cuidar do meu filho.
Algumas pessoas da família se afastaram de mim por eu ser desagradável às vezes. Também já percebi que elas têm medo de mim, como se eu fosse louca. Isso me faz sofrer muito.
Meu maior medo é perder meu marido e meu filho. Eu os amo e não suportaria vê-los partir. Meu filho tem dois anos e sempre pergunta se estou bem. Ele não entende o que eu tenho, porém, já percebeu que sou diferente. Isso dói muito!
Por diversas vezes penso se não seria melhor desistir da minha vida pelo bem estar da minha família.
*Mantido o anonimato.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Transtorno bipolar do humor: diagnóstico e tratamento precoce melhoram qualidade de vida do paciente
Estima-se que de 1% a 3% da população mundial sofra de transtorno bipolar do humor (TBH), condição em que o paciente experimenta mudanças extremas de humor que variam de euforia a depressão. Um estudo publicado no periódico Journal of Pediatrics aponta que a ocorrência de TBH durante a infância é comum, porém de difícil diagnóstico e o tratamento tardio piora a qualidade de vida do paciente na idade adulta.
O estudo envolveu 480 adultos, com média de idade de 42 anos, que tiveram diagnóstico de TBH há pelo menos 20 anos. Por meio de entrevistas e questionários, os pesquisadores determinaram a idade aproximada do início dos sintomas maníacos ou depressivos e a idade do primeiro tratamento. Do total, foi possível identificar o início dos sintomas em 420 participantes.
Entre aqueles que tiveram o primeiro sintoma durante a infância (antes dos 13 anos), houve uma média de diferença de pelo menos 16 anos até o início do tratamento farmacológico. Estes pacientes, entre 22% e 28%, tiveram maior recorrência de depressão, mais mudanças extremas de humor em menos de um dia (ciclo ultradiano) e mais episódios maníaco-depressivos durante a vida. Eles também apresentaram maior risco para abuso de substâncias químicas, mais tentativas de suicídio, transtorno de ansiedade e maior resistência ao tratamento.
De acordo com os resultados, a maioria das crianças com TBH é diagnosticada com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou depressão, e recebe tratamento durante um longo período apenas com estimulantes ou antidepressivos, em vez da combinação de estabilizantes de humor e antipsicóticos atípicos, geralmente recomendados no tratamento de TBH.
“Estes resultados sugerem que o diagnóstico e tratamento precoce são essenciais para um tratamento eficaz e melhor qualidade de vida dos pacientes na idade adulta”, diz o autor do estudo, Russell Scheffer, da Escola Médica de Wisconsin, nos Estados Unidos. “O reconhecimento precoce pode afetar positivamente o curso do TBH”, finaliza.
Com informações da Elsevier Health Sciences.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.
Razoes que se desenvolvem a bipolaridade!
O Transtorno Bipolar é uma doença multifatorial. O que determina se um indivíduo terá ou não esta doença é principalmente a hereditariedade. Ou seja, existe uma predisposição biológica, geneticamente determinada, para apresentar o transtorno. Além disso, alguns fatores ambientais e psicológicos podem facilitar a manifestação das primeiras crises e são fatores importantes no desencadeamento de crises futuras. Entre estes fatores (chamados estressores) estão: a perda de alguém querido ou separações, mudanças importantes na vida (para melhor ou para pior), alteração do ritmo de sono (mudanças de fuso, trabalho noturno ou noites mal dormidas), uso de álcool e/ou drogas.
Relação BIPOLAR!
"Não amo mais você”.
"Não é mais essa relação sem graça que quero para minha vida”.
“Quero viver com mais emoção”.
“Vou embora”
Mensagem no celular: “Você faz falta.” Chega sem muita conversa e a noite é maravilhosa. Café da manhã compartilhado, e um olhar que diz sem precisar de palavras "com você me sinto tranqüilo”.
À noite, a TV assistida da cama é testemunha dos pés que se tocam. Outra noite. Tudo tão tranqüilo que no dia seguinte você deixa de existir: “Eu já disse que não te amo mais”.
E você cansada, toca a sua vida, quando escuta o sinal de outra mensagem no celular “sinto falta de você”. Mais uma noite a dois. No dia seguinte não há diferença entre a porta do quarto e a sua pessoa: “Mas eu já disse que não amo mais você”. Uma bandeja de café da manhã na cama. "Você é uma boa pessoa, mas não amo mais você".
Por meses você vive em cima de um “step”. Louca para descer. Parece acorrentada – um sobe e desce estressante, dói as pernas, o corpo e a alma. E o outro segue oscilando em uma loucura negada. “Eu estou ótimo. Apenas não te amo mais”. A boca que diz é a mesma que beija. "Já sei, você não me ama mais"
Te põe aqui, te põe lá, te joga longe e te trás pra perto, em um amor bipolar do qual você não pode reclamar, sob a pena de ouvir que "Você sabia que não era mais amada". A mão que dá tchau é a mesma que te toca. Palavras e atitudes em pontas opostas da mesma gangorra.
Esperar não é o mesmo que aceitar. Relacionamento normal precisa de cuidado. Quem não se cuida não pode cuidar do amor. Já percebeu que você também está se tornando um bipolar? Nessa dança ele dá o tom e você "ginga" no ritmo que ele quer – agora é rock, daqui a pouco é samba, depois é funk, e você lá, como marionete. De repente ele te deixa sozinho na pista:
“Não quero mais você como par!"
"Você não sabe dançar."
"Você pisa no meu pé!”
Mais uma vez ele te expulsa do salão. Um dia depois ele te puxa novamente para dançar. Agora é um tango, e você vai. Adoeceu junto com ele
Longe de você ele acredita que vai encontrar a felicidade que almeja. Porque bipolares são assim – procuram algo para justificar a infelicidade deles, a angústia deles, a má sorte deles. Se eles vão embora, é certo que se arrependerão. Se ficarem serão infelizes porque não foram embora. É um ciclo vicioso que maltrata todos os envolvidos. Há apenas dois caminhos – ou a doença é aceita e tratada, ou você enlouquece com ele. Ah! Tem sim mais outro caminho – você desiste e vai embora! Definitivamente.E não se esqueça, qualquer que seja a sua escolha, vá se tratar também. Até porque vai chegar o dia em que ele vai ao fundo do poço e vai procurar você mais uma vez. Ninguém sai ileso de uma relação bipolar.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
DICA'' guia PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM TAB''
7.11.2011
Autor: Lesley Berk
Revisores: Marcio G. Soeiro - de - Souza, Ricardo A. Moreno e Vasco V. Dias.
Descrição: O transtorno bipolar consiste em episódios de humor em que o pensamento, as emoções e o comportamento de um indivíduo alteram-se visivelmente durante um período considerável, interferindo em seu cotidiano. Essa enfermidade pode comprometer não somente a vida da pessoa acometida, mas também a de sua família, seu cônjuge e seus amigos. Por isso, ter conhecimento de alguns sintomas ou episódios pode ajudar a identificar quando o paciente apresenta essa doença. Se você é um adulto que tem um relacionamento próximo a um portador do transtorno bipolar, é importante saber mais sobre a doença, para que possa ajudar o seu ente querido. Você pode obter informações práticas e confiáveis aqui, no Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Esta obra proporciona informações e sugestões sobre como o transtorno pode ser gerido e tratado, e alguns recursos que poderão ajudar no cuidado diário do paciente. Essas informações e sugestões são uma combinação dos últimos resultados de pesquisas realizadas, com as opiniões consensuais de painéis internacionais de cuidadores, de pessoas com transtorno bipolar, de clínicos e de pesquisadores, todos eles especialistas e com experiência nessa enfermidade. Este guia não substitui as orientações médicas. Ao contrário, oferece acesso a informações adicionais para que você, o cuidador, ou a pessoa a quem está ajudando conheça mais sobre o transtorno bipolar. Com as informações aqui contidas, você ficará mais preparado para compreender as considerações feitas pelo médico e, então, discuti-las com mais segurança.
É GENÉTICO???
Sabe-se que não há uma causa única para o transtorno bipolar do humor. As pesquisas sugerem que é freqüentemente herdado, relacionado a uma falta de estabilidade na transmissão dos impulsos dos nervos no cérebro, sendo que esse problema bioquímico torna as pessoas com distúrbio bipolar do humor mais vulneráveis às tensões emocionais, sociais e físicas. Fatores como contratempos na vida (estresse), o uso de substâncias psicoativas (por exemplo, estimulantes como cocaína e anfetaminas), a privação de sono ou outra estimulação excessiva podem levar a um desequilíbrio nos mecanismos que regulam o funcionamento do cérebro.
Essa teoria de interação entre uma vulnerabilidade biologicamente determinada associada à influência de estímulos psicológicos, sociais ou físicos é semelhante a teorias propostas para a compreensão de outras condições médicas, como o diabetes e a hipertensão dentre outras. Por exemplo, na doença coronariana, a pessoa pode herdar uma tendência a ter níveis elevados de colesterol ou ter pressão alta, que gradualmente diminui a quantidade de oxigênio que chega ao coração. Além disso, uma forte tensão emocional pode contribuir para o desencadeamento de dor no peito ou de um infarto, em decorrência de uma baixa importante no aporte de oxigênio na musculatura do coração. O tratamento no caso é medicamentoso, em um primeiro momento, mas é importante que se façam mudanças no estilo de vida para reduzir o risco de que isso se repita e na tentativa de melhorar a qualidade de vida do paciente
No caso do transtorno afetivo bipolar, a despeito da base biológica do transtorno e dos sintomas físicos que apresenta, sua manifestação é psicológica e comportamental, por meio de temperamentos e suas flutuações, pensamentos, percepções, linguagem, comportamentos, sentimentos e intelecto. E esses aspectos apresentam-se na interação com membros da família, amigos, colegas, no meio social mais amplo, na vida profissional dentre outros. (Goodwin e Jamison, 1990).
importante ressaltar que quando se faz o diagnóstico de transtorno afetivo bipolar, além dos sintomas, do curso e da história da doença, devem ser levados em conta o mundo interno, o grau de sofrimento do paciente e a interpretação subjetiva que ele dá ao seu problema. Nesse sentido é que no atendimento ao paciente valorizamos a escuta e a compreensão do sentido que ele atribui ao seu sofrimento e à sua doença, dando ênfase à sua experiência subjetiva.
Esquematicamente, podemos estabelecer uma ponte entre o modelo médico, para a compreensão de doenças orgânicas, tais como o diabetes, a hipertensão e o transtorno bipolar do humor.
No caso do transtorno afetivo bipolar, existe uma vulnerabilidade genética que predispõe o paciente, quando submetido a estressores psicológicos, sociais ou físicos, a ter um problema no funcionamento de seus neurotransmissores. Sabe-se, também, que alterações no ciclo circadiano (sono-vigília) podem interferir no adoecer, produzindo manifestações comportamentais ou sintomas.
Além de ter uma etiologia multifatorial, a doença é cíclica e recorrente, isto é, tende a se repetir ao longo da vida e cursa com episódios depressivos e/ou eufóricos (maníacos).
O paciente deve ter um papel ativo no seu tratamento. Ele deve conhecer todos os aspectos de sua doença, saber identificar e reconhecer o sintoma – sinal, a duração e os mecanismos de prevenção da doença. Deve aprender a identificar o sintoma – sinal que sinaliza o início da crise, não sendo o mesmo para todos os pacientes. Por exemplo: o aumento do desejo sexual e a sensação de maior vivacidade intelectual. Muitas vezes, esse sintoma-sinal pode ser discreto e passar despercebido pelo paciente e por seus familiares. Sua identificação precoce implica a utilização de estratégias para evitar a progressão da crise, como, por exemplo, procurar o médico, voltar a tomar ou reforçar a medicação dentre outras.
É necessário que se promovam mudanças no estilo de vida do paciente, para diminuir o risco de novos episódios e melhorar sua qualidade de vida.
É importante ter em mente em que fase da doença o paciente se encontra, pois o tipo de intervenção em cada uma delas deve ser diferente.
ABORDAGEM PSICOSSOCIAL NO TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
Os objetivos dos tratamentos psicossociais seriam: (1) diminuir a negação da doença; (2) aumentar a aderência ao tratamento; (3) diminuir a freqüência das crises; (4) melhorar o relacionamento com familiares; (5) restabelecer o funcionamento ocupacional e social e (6) diminuir o trauma emocional caracterizado por rejeição e estigma.
Esses objetivos amplos podem ser atingidos por meio de diferentes metodologias aplicadas isoladamente ou em conjunto, sempre visando à diminuição dos sintomas e à melhora da qualidade de vida do paciente.
Assim, a abordagem psicoeducacional surge da necessidade de interlocução entre profissionais, pacientes e familiares, para juntos poderem dar sentido à experiência de adoecer, modificando atitudes e trabalhando ativamente na manutenção do bem-estar. Os objetivos dessa abordagem são oferecer informações específicas sobre o transtorno aos pacientes e seus familiares, o que é a doença, o reconhecimento dos sintomas, seus vários tratamentos, a medicação e seus efeitos naturais; aumentar o compromisso com as indicações terapêuticas, diminuindo a freqüência, a duração e/ou a intensidade das crises (Miklowitz, 1997).
Do ponto de vista da família, essa abordagem procura ainda ajudá-la a compreender a pessoa que adoece e trabalhar os sentimentos de culpa, raiva e impotência, determinados pelo membro que adoeceu. Alem disso, a experiência de grupo propicia espaço para compartilhar experiências comuns, amenizar o isolamento social tão comum entre essa clientela e diminuir estigmas associados à doença mental.
O trabalho psicoeducacional pode ser desenvolvido individualmente ou em grupo de pacientes e/ou familiares, orientado por profissional da área de saúde (médico, psicólogo, enfermeiro dentre outros) que tenha o conhecimento da doença e seja habilitado para o repasse das informações necessárias, para o manejo de dúvidas e acolhimento dos sentimentos que vierem associados ao tema discutido. É comum, nesse tipo de trabalho, o aparecimento de sentimentos ligados à resistência do paciente em aceitar o diagnóstico e o tratamento sugerido.
A família cumpre um papel primordial no tratamento desse transtorno. É ela que é capaz de identificar uma crise e deve se mobilizar para procurar assistência e tratamento, até que o paciente tenha condições de cuidar sozinho de si mesmo. Além disso, deve garantir o uso da medicação, manter uma atmosfera em casa de maior tolerância, reduzir as expectativas profissionais do paciente a níveis realistas e encorajá-lo a participar do tratamento e de atividades pouco estressantes.......
A análise dos resultados preliminares sugere que tratamentos psicológicos associados a tratamento medicamentoso trazem benefícios aos pacientes e familiares na aceitação e no manejo da doença. As intervenções psicológicas apresentam algumas diferenças fundamentais da convencional. São necessárias técnicas mais rápidas, diretivas e de curta duração, focalizando não só o paciente, mas também o suporte social.
A partir dessa experiência, constatamos a possibilidade e a importância da inserção do trabalho psicológico em pacientes com doença afetiva dentro de instituição pública, como uma forma de otimizar o tratamento, assim como atender a um maior número de pessoas.
É necessária uma revisão teórica e metodológica desse tipo de tratamento com grupos, para que se possa aprimorar nosso modelo de intervenção, a fim de que seja coerente e adequado a nossa realidade.
Fonte: KEILA, Sílvia Belk. Aspectos psicológicos do transtorno afetivo bipolar.
Disponível em http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/r266/art297.html
PRINICIPAIS COMORBIDADES EM PACIENTES COM TBH
Transtornos de ansiedade
Convém insistir que comorbidade diz respeito à coocorrência de entidades clínicas no mesmo indivíduo, ou seja, não existe comorbidade de sintomas. Isso é particularmente importante quando se trata de manifestações de ansiedade porque alguns pacientes com TBH, notadamente aqueles em mania ou estado misto, apresentam sintomas ansiosos proeminentes. Parece até que esse alto nível de ansiedade está relacionado com pior prognóstico (Freeman et al., 2002), mas nem por isso pode-se dizer que eles tenham uma comorbidade. As verdadeiras comorbidades entre TBH e os transtornos de ansiedade são mostradas na tabela 1 – qualquer combinação entre as fases do transtorno bipolar com as dos transtornos de ansiedade é possível.
Transtorno de pânico
A comorbidade de TBH e transtorno de pânico (TP) é muito comum, tanto em estudos populacionais quanto em amostras clínicas (Freeman et al., 2002). Segundo o NCS, aproximadamente um terço dos pacientes com TBH tipo I preencheram critérios para TP. Sugere-se até a possibilidade de que os pacientes com essa comorbidade formem um subgrupo distinto de TBH (Doughty et al., 2004).Transtorno obsessivo-compulsivoOs resultados do Estudo Epidemiológico por Área de Captação (Epidemiologic Catchment Area Study – ECA) revelam a alta prevalência da comorbidade TBH com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), da ordem de 21% (lifetime; Chen e Dilsaver, 1995). Em amostras clínicas esse índice pode ser até maior (Freeman et al., 2002). Esses pacientes, em comparação com os que têm somente TOC, apresentam início dos sintomas obsessivos mais gradual, com intensidade variando na dependência das oscilações de humor, maior freqüência de episódios depressivos, mais obsessões de conteúdo sexual ou religioso e menos rituais de verificação (Perugi et al., 1999).
Transtorno de ansiedade social
Embora não tão bem estudada como a comorbidade com TP e com TOC, sabe-se que a co-ocorrência de TBH e transtorno de ansiedade social (TAS) também é comum. De acordo com o NCS, aproximadamente 45% dos pacientes com TBH tipo I apresentavam também TAS (lifetime). Em geral as manifestações de TAS precedem o aparecimento dos sintomas do TBH e diminuem ou mesmo desaparecem durante as fases de excitação (hipomania ou mania) (Perugi et al., 1999).
Transtorno de estresse pós-traumático
Os dados do NCS revelam que a prevalência de TBH e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) comórbido é da ordem de 39% (lifetime). A presença do TEPT provavelmente tem impacto negativo no curso e no prognóstico do TBH, visto que se trata de quadro de difícil tratamento e está freqüentemente associado com abuso de substâncias.
Transtorno de ansiedade generalizada
Diferentemente do observado em outros transtornos de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é mais comum em associação com depressão do que com TBH (Perugi et al., 1999). Mais recentemente, McElroy e colaboradores (2001) estudaram as prevalências dos transtornos de ansiedade numa série de 288 pacientes com TBH, confirmando sua alta freqüência .
Transtornos de personalidade
É bastante difícil o diagnóstico de transtorno de personalidade comórbido com TBH, particularmente durante as fases de depressão ou de hipomania/mania. Por outro lado, sua identificação tem importantes implicações em termos de prognóstico. Assim sendo, recomenda-se que essa dúvida seja esclarecida quando o TBH estiver controlado, se possível contando com informações de familiares (Hilty et al., 1999). Os transtornos de personalidade mais comumente encontrados em comorbidade com o TAB são os do cluster B, principalmente os transtornos borderline e histriônico. Nesses pacientes e em outros com traços de personalidade mal adaptativa, a avaliação dos sintomas de TBH é difícil e, não raramente, seus sintomas podem ser subestimados (Soares et al. 2002).
Transtornos alimentares
Caracterizados primordialmente por distorção na percepção da imagem corporal, os transtornos alimentares – anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar periódica – estão associados a graves alterações no comportamento alimentar. Sua comorbidade com TBH também é bastante comum, principalmente nas formas mais “leves” deste quadro, como os bipolares do tipo II. McElroy et al. (2001), por exemplo, mostraram prevalência de 6% de transtorno alimentar em indivíduos com TBH. Bipolares do tipo II apresentavam maior risco de transtorno alimentar concomitante quando comparados aos do tipo I (12% e 5%, respectivamente), não havendo, no entanto, diferença na prevalência do tipo de transtorno alimentar (anorexia ou bulimia) entre os tipos I e II.Em pacientes com bulimia nervosa, alterações de humor são freqüentemente descritas antes e depois de episódios de compulsão alimentar e comportamentos purgativos (Simpson et al., 1992).
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
Observa-se, nestes últimos anos, um crescente e intenso debate sobre a relação entre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e TBH. Alguns propõem que possa estar havendo superestimação do diagnóstico de TDAH quando muitos destes pacientes seriam, na verdade, bipolares. É difícil a distinção entre TBH e TDAH, pois sintomas como hiperatividade, distratibilidade e logorréia fazem parte do quadro clínico de ambos. Como as abordagens terapêuticas de TDAH e TBH são diferentes, essa confusão pode ter implicações muito sérias. Ainda assim, há a possibilidade de haver co-ocorrência destes dois transtornos num mesmo paciente, conforme descrito por muitos autores (Soares et al. 2002).
OUTRAS DOENÇAS
Hipotireoidismo
Como bem mostram Soares et al. (2002), a presença de hipotireoidismo (clínico ou subclínico) em pacientes com TBH se deve, em muitos casos, à ação do lítio ou da carbamazepina sobre a função tireoidiana. A observação de que a carbamazepina também pode desencadear hipotireoidismo é relevante, pois muitos psiquiatras desconsideram esta possibilidade e substituem o lítio pela carbamazepina em pacientes com TBH que desenvolvem hipotireoidismo após o uso do lítio.O hipotireoidismo se relaciona com menor resposta ao tratamento medicamentoso e parece predispor ciclagem rápida em mulheres com TBH (Arnold, 2003). Nesses casos, faz-se necessário o acompanhamento conjunto com endocrinologista.
Migrânea
Esta síndrome constituída por cefaléias periódicas, muitas vezes unilaterais, acompanhadas de náusea, vômito e perturbações sensoriais, ocorre com freqüência seis vezes maior do que o esperado pelo acaso (Arnold, 2003). O valproato de sódio pode ser uma opção nos pacientes com TBH e migrânea, visto que se mostrou eficaz no tratamento dos episódios de cefaléias.
Obesidade
A obesidade é fator de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, doença coronariana, hipertensão arterial e doenças cerebrovasculares. Daí a importância de identificá-la, tratá-la e, idealmente, preveni-la em pacientes com TBH. Da mesma forma que o hipotireoidismo, o sobrepeso e a obesidade são em geral conseqüências de efeitos colaterais dos medicamentos utilizados no tratamento do TBH, notadamente do uso continuado de antidepressivos, antipsicóticos ou lítio. As mulheres são mais suscetíveis a esse efeito colateral (Arnold, 2003). Por outro lado, uma revisão sistemática muito recente (McElroy et al., 2004) sugere enfaticamente que a coocorrência de TBH e obesidade é maior do que a esperada em função de fatores iatrogênicos e do acaso.
Diabetes
Alterações no metabolismo da glicose têm sido associadas aos transtornos afetivos, tanto uni quanto bipolares. Cassidy et al. (1999) inclusive sugerem que episódios maníacos poderiam predispor o aparecimento de diabetes melito. A importância dessa observação reside no fato de que a detecção precoce e a intervenção terapêutica do diabetes pode minimizar o risco de aparecimento de doença vascular cerebral que, por sua vez, está associada à piora do transtorno bipolar. Além disso, medicações psicotrópicas podem aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes, tanto direta quanto indiretamente.
Fonte: SANCHES ET AL.Revista de Psiquiatria Clínica.
disponível em : http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/s1/71.html
IMPACTO DA COMORBIDADE NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO TBH
Diagnóstico
O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico já é difícil em muitas ocasiões. O que dizer então do diagnóstico de uma comorbidade? Além disso, não é tarefa isenta de riscos. O primeiro deles diz respeito a se fazer um segundo diagnóstico quando, na verdade, o que o paciente apresenta não é outro transtorno e sim manifestações do próprio TBH que mimetizam outro quadro. Nunca é demais lembrar que não existem comorbidades de sintomas, mas sim de doenças ou transtornos. O segundo risco envolve o não- reconhecimento de um segundo (ou terceiro) transtorno que o paciente apresente concomitantemente com o TBH. Em outras palavras, uma coisa é o diagnóstico diferencial (Esse paciente tem TBH ou outro transtorno?) e outra são os diagnósticos associados, as comorbidades (Esse paciente tem TBH e que outros transtornos?).
Como sempre, quem paga o preço por um engano do médico assistente é o paciente. E esse preço pode ser elevado. A não-identificação de uma comorbidade implicará resposta parcial ao tratamento (na melhor das hipóteses) com conseqüente maior morbidade e maior chance de complicações. Em contrapartida, a confusão de manifestações de TBH com sintomas de outros transtornos psiquiátricos poderá resultar em excessos terapêuticos.Em vista do que foi apresentado, é obrigatório, quando se faz o diagnóstico de TBH, que se investigue a presença de transtornos de ansiedade. A suspeita dessa comorbidade deve ser ainda maior nos pacientes que não estejam respondendo satisfatoriamente ao tratamento e/ou tenham problemas relacionados com abuso de álcool ou drogas, visto que essa é a complicação mais comum nesses casos (Kessler et al., 1997).
Tratamento
De modo geral, o tratamento dos casos de comorbidade é mais trabalhoso, exige conhecimento mais aprofundado de psicofarmacologia, com resultados muitas vezes frustrantes. A adesão dos pacientes é menor, sua resposta ao tratamento não é tão boa e, conseqüentemente, a remissão é mais difícil de ser atingida.O princípio geral do tratamento de qualquer paciente com transtorno bipolar, com ou sem comorbidade, está baseado no uso dos estabilizadores do humor. Isso implica risco de interações com antidepressivos, antipsicóticos e benzodiazepínicos, necessários em várias situações. As variadas modalidades psicoterapêuticas, bem como grupos de apoio e de auto-ajuda, também podem contribuir de modo significativo na melhoria da qualidade de vida desses pacientes, porém não dispensam a necessidade do uso dos medicamentos.Todos os componentes de uma comorbidade devem ser alvo de tratamento. Mesmo que seja possível estabelecer seqüência cronológica para seu aparecimento, por exemplo, que num determinado paciente o transtorno de ansiedade social tenha precedido o surgimento do TBH e que ambos foram agravados por abuso de álcool, não é correto imaginar que, resolvendo o que apareceu primeiro, o resto melhore naturalmente.
Transtornos de ansiedade
Os antidepressivos, principalmente os de ação serotonérgica, são medicamentos de primeira linha no tratamento dos transtornos de ansiedade. O seu uso em pacientes com TBH entretanto, é mais complicado e exige maiores cuidados por pelo menos duas razões. Em primeiro lugar, pelo risco de indução de mania, de estado misto ou de ciclagem rápida. Mania (ou hipomania) relacionada ao uso de antidepressivos já foi relatada no curso do tratamento de todos os transtornos de ansiedade (Freeman et al., 2002). O segundo complicador é o risco de interação farmacocinética ou farmacodinâmica com os estabilizadores de humor (EH), base do tratamento farmacológico dos pacientes com TBH. Essa possibilidade de interação medicamentosa exige conhecimento psicofarmacológico aprofundado e mais atenção por parte do médico assistente.No sentido inverso, alguns efeitos colaterais dos antipsicóticos, muitas vezes necessários no controle dos sintomas do TBH, podem agravar o quadro clínico dos transtornos de ansiedade (Perugi et al., 1999).Os benzodiazepínicos ainda são muito utilizados no tratamento dos transtornos de ansiedade, embora cada vez mais como sintomáticos e coadjuvantes e não em monoterapia. São medicamentos seguros e bem tolerados mesmo quando usados em associação com antidepressivos, estabilizadores do humor e antipsicóticos. O alprazolam, o mais estudado deles no tratamento do TP, é também o mais problemático em pacientes com TBH pelo risco de desencadeamento de sintomas de hipomania (Freeman et al., 2002). O lorazepam se mostrou útil no tratamento de quadros de catatonia e agitação psicomotora e o clonazepam possui eficácia documentada em pacientes com TAS e TP.O tratamento farmacológico do paciente com TBH e transtorno de ansiedade quase sempre envolve a utilização de um EH. Acredita-se mesmo que a administração de antidepressivo antes do controle das oscilações de humor pode exacerbar os sintomas do transtorno de ansiedade. Não há evidências consistentes de que algum EH tenha efeito terapêutico específico nos transtornos de ansiedade, com a possível exceção de lítio para atenuação da impulsividade do TEPT. Também não há estudos comparando a eficácia dos EH em pacientes com TBH e os diferentes tipos de transtornos de ansiedade. Por isso, não é possível fazer recomendações sobre qual seria o melhor EH com base no transtorno de ansiedade comórbido (Freeman et al., 2002). Começam a surgir evidências, entretanto, de que nos pacientes com TBH e transtornos de ansiedade a resposta ao tratamento de manutenção com anticonvulsivantes é pior (Henry et al. 2003). A sugestão de que a gabapentina poderia ser útil em pacientes com TBH e TAS ou TP comórbidos ainda precisa ser melhor investigada.Algumas vezes, o EH é utilizado como profilático quando há indicação de antidepressivo. Nessas circunstâncias, mesmo quando o TBH está bem controlado, a introdução de um antidepressivo deve ser feita com cautela e com monitorização de sinais/sintomas de hipomania ou estado misto. Os benzodiazepínicos, com exceção feita ao alprazolam, e algumas formas de psicoterapia são alternativas aos antidepressivos em pacientes com TBH e TP, TOC ou TAS comórbidos. A terapêutica farmacológica do TEPT, apesar de muito estudada nos últimos tempos, ainda não está bem definida. Problemas metodológicos (poucos estudos controlados, comorbidades freqüentes, maior parte dos estudos de curta duração – em transtorno com resposta terapêutica lenta – e parâmetros de melhora subjetivos) bem como as características do quadro (cujos componentes envolvem diferentes sistemas neurobiológicos) explicam esse fato. O lítio, a carbamazepina e o divalproato de sódio, entretanto, mostram-se promissores com base em relatos de caso e ensaios abertos. Seriam eles, então, os mais indicados em casos de comorbidade TBH-TEPT. O lítio parece ser a melhor opção nos casos com TBH clássico, que apresentem mania eufórica.A comorbidade com TOC, mais comumente encontrada em pacientes com episódios mistos do que em indivíduos com mania pura, apresenta um tratamento medicamentoso bastante complexo, com resultados nem sempre satisfatórios. Há evidências de eficácia dos estabilizadores do humor no TOC, contudo fundamentadas principalmente em relatos de casos isolados, ainda necessitando de estudos controlados (Soares et al. 2002).Os antipsicóticos típicos e atípicos podem ajudar tanto no controle de pacientes com TOC quanto daqueles em fase de mania. Sugere-se, inclusive, que a olanzapina possa ser utilizada como estabilizador do humor. Dessa forma, estas medicações devem ser consideradas em pacientes com TOC e TBH, levandose em conta, porém, o risco de efeitos colaterais e interações medicamentosas (Freeman et al., 2002).
Transtorno de personalidade
Com relação ao tratamento do transtorno borderline, a literatura tem mostrado resultados nada satisfatórios com antipsicóticos típicos e atípicos, anticonvulsivantes e antidepressivos. No entanto, alguns estudos mostram benefícios com o valproato de sódio e a lamotrigina. A vantagem da lamotrigina parece estar no fato de ela ser efetiva tanto na dimensão afetiva, quanto na dimensão não-afetiva dos sintomas presentes no transtorno borderline (Preston et al. 2004), mas essa impressão precisa ser melhor investigada.
Transtornos alimentares
Agentes usualmente empregados no tratamento do TBH também podem ser úteis no tratamento de sintomas dos TA e vice-versa. O uso de antidepressivos, por exemplo, é eficaz no controle de algumas manifestações dos TA, tais como episódios de compulsão alimentar e de vômitos auto-induzidos (Bacaltchuk e Hay, 2003). Mais uma vez, então, é válida a regra de se associar EH como profiláticos de indução de mania, de estado misto e de ciclagem rápida, ocorrências que dificultariam enormemente o manejo clínico do paciente.
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade
O tratamento de pacientes com TBH e TDAH apresenta certas peculiaridades. O uso de estimulantes, primeira opção em crianças com TDAH, como também o de antidepressivos tricíclicos podem piorar o quadro do TBH. Inversamente, o carbonato de lítio, primeira opção em bipolar, não tem efeito terapêutico em TDAH. Segundo Hilty et al. (1999), a prioridade deve ser sempre a estabilização completa do humor, para então se proceder à terapêutica específica do TDAH.
Obesidade
Cada vez mais se acredita que a melhor forma de se lidar com esse problema é a orientação terapêutica precoce, pró-ativa, muitas vezes lançando mão de acompanhamento com nutricionista. Faz sentido pensar que EH que facilitem emagrecimento, como, por exemplo, o topiramato, fossem mais indicados nos casos de comorbidade de TBH com obesidade, bem como também que a sibutramina fosse segura e pudesse ser utilizada nesses casos, mas são necessários mais estudos para avaliar sua eficácia e segurança.
RECOMENDAÇÕES
A comorbidade em pacientes com TBH, muito mais regra que exceção, é um fato e não um artefato devido a questões metodológicas dos estudos epidemiológicos como se chegou a pensar. Trata-se de fenômeno clínico dos mais relevantes com implicações em termos de diagnóstico, manejo clínico e prognóstico. Recomenda-se que sempre se mantenha presente sua possibilidade, para que seja possível sua identificação precoce em pacientes com TBH. Esse cuidado é particularmente indicado nos casos de resposta insatisfatória ao tratamento ou naqueles com apresentação mais complexa, quando então a anamnese detalhada deve ser complementada por informações dadas pelos familiares.O tratamento do paciente bipolar com comorbidade quase sempre envolve a utilização de um estabilizador do humor, quer seja como medicação primária ou como profilático quando se faz necessário o uso de antidepressivos – em pacientes com TP, TOC, TAS ou transtornos alimentares. Com base nos dados de literatura não é possível dizer que um estabilizador de humor seja melhor que outro em pacientes com transtorno bipolar em comorbidade com outros transtornos.Os benzodiazepínicos podem ser úteis como coadjuvantes na farmacoterapia desses pacientes, bem como também o emprego de técnicas de psicoterapia cognitiva e a grupoterapia.
Fonte: SANCHES e tal. Revista de Psiquiatria Clínica.
Disponível em :http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/s1/71.html
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