domingo, 7 de outubro de 2012

MENTIRAM PARA NÓS!


Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém." John Lennon

sábado, 6 de outubro de 2012

Transtorno bipolar: um problema que afeta os relacionamentos Leia mais: http://www.oqueeutenho.com.br/8268/transtorno-bipolar-um-problema-que-afeta-os-relacionamentos


Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado. Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema. “É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto. “Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida. De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os pólos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem conseqüências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania. “Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld. Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece. Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece. “Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora. Desgaste Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos. As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.” É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld. Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista. Tratamento O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado. “Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris. A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção. Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez. “Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exaferados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld. A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra. O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família. - por Enio Rodrigo Leia mais: http://www.oqueeutenho.com.br/8268/transtorno-bipolar-um-problema-que-afeta-os-relacionamentos.html#ixzz28YxI7BkA

MULHERES - Milton Guedes - TRILHA SONORA GUERRA DOS SEXOS

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

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Eu ia te escrever qualquer dia, eu tinha — e tenho — um monte de coisas pra te dizer, aquelas coisas que a gente cala quando está perto porque acha que as vibrações do corpo bastam, ou por medo, não sei. Mas as coisas todas, externo-interno, eram muito difíceis e escuras, eu não tinha condições de mostrar ou dar nada a ninguém que não fosse também escuro, compreende? Eu não queria, eu não quero dar trevas, dor, medo, solidão — eu quero dar e ser luz, calor, amparo (…) — Caio Fernando Abreu

Amor e Paixão!!


A gente não escolhe se apaixonar por uma pessoa,mas pode escolhe lha ama-lá! Por que a paixão é uma coisa sem controle,instintiva e com ligação direta aos nossos hormônios. Já o amor exige que pensemos na dificuldade que teremos que suportar os defeitos r tudo mas o que suponhamos ser um problema no outro.Amar é um ato de raciocino diário Ser razoável impede que o sofrimento seja sempre por motivos estúpidos,e limita os arrependimentos a um nível aceitável das casualidades. Você pode até se apaixonar,mas não coloque a culpa no amor se der tudo errado. Paixão ,empolga ,anima! Entretanto o amor,nos fortalece e nos liberta! A paixão faz você gostar do que vê e sente!! O amor te faz entender e compreender que a melhor parte de uma pessoa,não pode ser percebida com os sentidos,mas com o coração. APAIXONAR SE É ALGO INEVITAVELMENTE HUMANO:DESCOBRIR O AMOR É ALÉM DISSO!! .

terça-feira, 2 de outubro de 2012

DECISÕES E INDECISÕES

Durante toda nossa vida precisamos tomar decisões. Importantes ou não, mas são decisões que sempre devem exigir nossa atenção e certa rapidez de atitudes. Existem algumas que não devem ser adiadas, mas hesitamos, e acabamos perdendo certas oportunidades, deixando de fazer algumas coisas que deveríamos fazer. A indecisão. Eis um dos maiores problemas que enfrentamos muitas vezes. A indecisão em tomar certas atitudes sempre adia os resultados, daí a necessidade de sempre planejar as coisas de uma maneira adequada, para que tudo chegue a um bom termo, em tempo e hora. Muitas vezes temos que tomar uma atitude definitiva com respeito a algum assunto importante, e ficamos protelando uma tomada de posição, seja por um pretexto, ou por outro. Geralmente é por algum receio de que algo vá modificar nossa rotina de vida. E como isso atrapalha nossa vida... Aliás, esse é o problema que atrapalha muito as pessoas... adiarem as coisas. Amanhã eu começo o regime... amanhã eu vou pedir o aumento... amanhã eu vou isso ou aquilo. Amanhã eu faço aquele pedido de casamento... Amanhã eu marco aquele encontro... Amanhã passarei aquele e-mail encerrando definitivamente o assunto...E amanhã, outro amanhã é dito. E assim vai passando o tempo. E os amanhãs se sucedendo. Agora, quando o problema é com a saúde é que a porca torce o rabo. Existem muitos exames que se transformaram em verdadeiros tabus e muitas vezes as pessoas, embora sentindo sintomas perigosos evitam a consulta ao médico. Inventam mil pretextos, e o mais usado é o famoso “não tenho tempo”. Ora crianças, para a saúde sempre temos que ter tempo. Afinal, é nada mais menos do que a vida que está em risco. Por vezes o que acontece é um certo medo de enfrentar as coisas de frente. Mas, medo de que? Quanto mais cedo tivermos um diagnóstico, mais chances teremos de cura. O diagnóstico precoce é meio caminho andado. O tratamento adequado faz o resto. O que falta em certas ocasiões, é alguém mais decidido por perto para forçar uma situação, dando o encorajamento necessário. Mas também parentes ou amigos ficam indecisos se devem ou não “forçar essa barra”, e a coisa vai se agravando, por causas de tantas indecisões. Agora, quem vai “empurrando com a barriga” fugindo do médico, simplesmente vai “dando capim para a zebra”. Permite que a doença se agrave, limitando as possibilidades de cura, e o que poderia ser uma simples operação de rotina, transforma-se numa intervenção cirúrgica de alto risco. Portanto amigos, toda e qualquer decisão, quando mais rapidamente for tomada possibilita uma melhor solução. No tocante à saúde, então, é primordial a rapidez nos cuidados, pois é simplesmente A VIDA que está em jogo (Marcial Salaverry)