Como categorizado pelo DSM-IV e pelo CID-10, o distúrbio bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase maníaca ouhipomaníaca[1], que são estágios diferentes pela gradação dos seus sintomas, hiperatividadefísica e mental, e uma fase de depressão, inibição, lentidão para conceber e realizar ideias, eansiedade ou tristeza. Juntos estes sintomas são comumente conhecidos como depressão maníaca[2].
Bipolaridade não é considerado loucura, e portanto não dá o status de alienação mental. Ainda assim, nas fases agudas da doença, depressão ou hipomania, o doente não apresenta as qualificações necessárias que lhe atribuam plenos poderes das suas faculdades mentais.
O transtorno bipolar foi descrito por Emil Kraepelin nos primórdios da história da psicopatologiae da psicanálise, enfatizando nesta época os estados maníacos e psicóticos. Hoje em dia existem uma série de medicamentos denominados estabilizadores do humor e antipsicóticos que trazem grandes melhoras às pessoas acometidas, podendo ter, na maioria das vezes, bom curso e prognóstico. Existem indicativos de fatores genéticos, e o estresse é o principal desencadeante, podendo ocorrer em qualquer faixa etária, mas a média de aparecimento é por volta dos trinta anos. As pessoas alternam ciclos mais ou menos graves de depressão e humor exaltado (mania ou hipomania). Podem existir ou não características psicóticas, dependendo da intensidade do distúrbio, tratamento e evolução.
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